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  <title>ABRA - Associação Brasileira de Reforma Agrária</title>
  <subtitle>Reforma agrária quando? JÁ!</subtitle>
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  <updated>2009-07-10T11:49:43-03:00</updated>
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    <title>Um sinal verde para o campo</title>
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    <published>2009-10-20T12:03:14-02:00</published>
    <updated>2009-10-20T12:04:48-02:00</updated>
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      <name>abra</name>
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    <category term="Artigos" />
    <summary type="html"><![CDATA[<p>Políticas fundiárias que atravessem o séc. 21 terão de plantar e semear o tema da sustentabilidade<br />
Marcelo Pedroso Goulart*</p>
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    <content type="html"><![CDATA[<p>Políticas fundiárias que atravessem o séc. 21 terão de plantar e semear o tema da sustentabilidade</p>
<p>Marcelo Pedroso Goulart*  </p>
<p>O padrão de produção agrícola hegemônico no Brasil descende da 2ª Revolução Agrícola e baseia-se no tripé latifúndio, monocultura e agroquímica. Causa graves impactos socioambientais: a redução da biodiversidade pelo desflorestamento para a implantação da monocultura, a contaminação das águas e do solo por meio do uso excessivo de agrotóxicos, o uso intensivo de água, a compactação do solo em razão do tráfego de máquinas pesadas, o assoreamento dos corpos d"água devido à erosão do solo em áreas de renovação de lavoura, o lançamento de gases tóxicos e materiais particulados na atmosfera durante a queima de pastos, de florestas e da palha da cana-de-açúcar, a pressão sobre os cerrados e as florestas tropicais decorrentes da expansão forçada da fronteira agrícola para a produção de alimentos, a superexploração do trabalho, desemprego, intensa migração nos períodos de safra, êxodo rural, aumento dos conflitos fundiários e uma urbanização caótica. Concentra a propriedade da terra, com a incorporação dos pequenos e médios imóveis rurais pela grande empresa agrícola monocultora. E, ao concentrar propriedade, também concentra renda, riqueza e poder político. </p>
<p>Os beneficiários desse modelo predatório de agricultura determinam a pauta dos centros de difusão ideológica, produzindo uma espécie de pensamento único para o campo. É um modelo que não se coaduna com as sociedades democráticas: por isso é preciso mudá-lo. As forças sociais progressistas exigem uma agricultura sustentável que seja ecologicamente equilibrada, economicamente viável, socialmente justa e culturalmente apropriada. O novo modelo pressupõe a diversificação de culturas, a utilização racional dos recursos naturais e a mínima produção de impactos prejudiciais ao ambiente. Deve proporcionar retornos econômicos ao produtor, amoldar-se às características históricas e culturais do povo e garantir soberania e segurança alimentar, contribuindo para a erradicação da pobreza.</p>
<p>A implementação desse padrão de produção agrícola passa necessariamente pela mudança da estrutura fundiária, com a desapropriação dos grandes imóveis rurais que não cumprem sua função social. Impõe, portanto, a execução de uma política de reforma agrária séria e consequente.</p>
<p>A base jurídica dessa política está na Constituição Federal, que proclamou o direito fundamental à propriedade, a garantir a universalização do acesso à terra. Mais: nossa Lei Maior condiciona a proteção jurídica da relação de propriedade e da posse ao cumprimento da função social. Isso quer dizer que sobre a relação de propriedade incide o interesse de proteção do sujeito-proprietário, mas também incide o interesse difuso da sociedade em obter benefícios sociais decorrentes do cumprimento da função social.</p>
<p>A função social do imóvel rural é constituída por elementos de natureza econômica (aproveitamento racional e adequado), ambiental (utilização adequada dos recursos naturais e preservação do meio ambiente) e social (observância das normas que regulam as relações de trabalho e exploração que favoreça o bem-estar dos trabalhadores). A relação de propriedade que tenha por objeto o imóvel rural deve garantir, no seu desenvolvimento, a observância simultânea de todos os seus elementos, sob pena de, desatendendo a um deles, descumprir a função social, deslegitimar-se politicamente e perder a proteção jurídica. Por isso, o grande imóvel rural que não está cumprindo a função social é suscetível de desapropriação para fins de reforma agrária. Ainda que a produtividade, do ponto de vista estritamente econômico, esteja presente, o imóvel rural poderá ser desapropriado se descumprido um dos demais requisitos caracterizadores da função social.</p>
<p>Em tempos de aquecimento global e de riscos concretos de destruição do planeta, a temática ecológica apresenta-se como fator determinante das políticas agrícola e agrária e, portanto, deve orientar com primazia a avaliação do cumprimento da função social do imóvel rural. A degradação ambiental - seja ela provocada pelo mau uso dos recursos naturais ou pela não preservação do meio ambiente - produz evidentes prejuízos ao aproveitamento racional e adequado da terra. Há, portanto, vinculação entre os elementos econômico e ambiental da função social, sendo impossível dissociá-los. </p>
<p>Inicia-se neste país um movimento promissor que busca as desapropriações para fins de reforma agrária dos imóveis rurais que apresentam elevado passivo ambiental. Partindo dessa premissa e no diálogo entre a luta social e atuação institucional, estão em fase de implantação, em áreas desapropriadas da região de Ribeirão Preto, SP, assentamentos de novo tipo cujas bases são construídas democraticamente entre assentados, Incra e Ministério Público e consolidadas em planos de desenvolvimento sustentável e compromissos de ajustamento de conduta que, entre outras coisas, preveem: o tratamento conjunto dos fatores econômico, sociocultural e ambiental, a organização coletiva e cooperada da produção em sistemas agroecológicos, o controle biológico de pragas e doenças, a produção orgânica de alimentos, a destinação de 35% da área total do imóvel para reserva legal, a recomposição arbórea das áreas ambientalmente protegidas e medidas protetivas da área de afloramento e recarga do Aquífero Guarani.</p>
<p>Uma reforma agrária determinada pelo fator ambiental é o paradigma que se apresenta para o século 21. É preciso que o governo cumpra sua parte, destinando recursos para sua efetiva implementação. </p>
<p>*Promotor de Justiça no Estado de São Paulo e ex-presidente do Movimento do Ministério Público Democrático</p>
<p>Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO<br />
Suplemento ALIÁS<br />
Domingo, 18 de outubro de 2009</p>
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    <title>Terras públicas invadidas</title>
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    <published>2009-10-20T12:00:30-02:00</published>
    <updated>2009-10-20T12:03:14-02:00</updated>
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      <name>abra</name>
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    <category term="Artigos" />
    <summary type="html"><![CDATA[<p>Dalmo Dallari</p>
    ]]></summary>
    <content type="html"><![CDATA[<p>Dalmo Dallari </p>
<p>RIO - Uma vez mais, a imprensa dá notícia de um conflito de terras, desta vez informando sobre violências que teriam sido cometidas por integrantes do Movimento dos sem terra, no oeste do estado de São Paulo, incluindo destruição de laranjais e danificação de máquinas agrícolas, em área utilizada pela empresa Cutrale, uma das maiores produtoras de suco de laranja do Brasil. Algumas fotos de árvores derrubadas e de máquinas agrícolas danificadas foram divulgadas pela imprensa, causando revolta na população a exibição e a notícia da prática de tanta violência em nome da justiça social e da reforma agrária.</p>
<p>Dirigentes do MST negam que os autores das violências sejam efetivamente integrantes do movimento, aventando a hipótese de que sejam agitadores profissionais, pagos para agir daquela forma com o objetivo de justificar ações de autoridades públicas contra os verdadeiros trabalhadores rurais. A hipótese de uma infiltração maliciosa não é desprovida de lógica, sobretudo tendo em conta muitas iniciativas já conhecidas visando a criminalização dos movimentos sociais, apresentando o Movimento dos sem terra como um bando de criminosos, uma quadrilha que atenta contra os direitos dos proprietários de terras, perturbando a paz social e prejudicando a economia brasileira. </p>
<p>Embora apresentando imagem absolutamente negativa do Movimento dos sem terra, ao fazer a localização e caracterização dessas violências, a imprensa acaba por divulgar informações que deixam evidente o tratamento diferenciado dado por governos e autoridades segundo a categoria social dos invasores de terras. Com efeito, noticiou-se que haveria a intenção de implantar na região agora invadida a mesma luta que se desenvolve no Pontal.</p>
<p>O que se menciona aí é a região do estado de São Paulo denominada Pontal do Paranapanema, onde, segundo levantamento feito Instituto de terras do Estado de São Paulo durante o governo Mário Covas, os ocupantes de vastas extensões de terras são, na grande maioria, invasores de terras devolutas, que são áreas públicas. Protegidos por muitos dos que deveriam tomar a iniciativa de expulsá-los, aqueles invasores conseguiram inverter a situação, provocando a criminalização dos trabalhadores rurais pobres que reivindicam a distribuição das áreas públicas mediante os preceitos da reforma agrária, conforme determina a Constituição no artigo 184.</p>
<p>Relativamente à área agora objeto do novo conflito, informou o Instituto Nacional da Reforma Agrária que, além de outras áreas públicas invadidas, ali se localiza uma grande área, denominada Grupo Colonial Monção, que o governo da União comprou em 1909 com o objetivo de promover a colonização, o que acabou não sendo feito, permanecendo as terras desocupadas até que foram invadidas por fazendeiros ricos. Já existe um grande número de ações judiciais buscando a recuperação das áreas pelo verdadeiro dono, que é o patrimônio da União, mas, assim como ocorre em vários outros estados brasileiros, os invasores conseguem retardar as decisões e assim vão permanecendo nas terras e tirando proveito delas, impedindo que sejam distribuídas a famílias de trabalhadores rurais pobres, segundo o critério previsto na Constituição.</p>
<p>Não há dúvida de que o Brasil evoluiu muito nos últimos anos, em termos de redução de grande injustiças legalizadas e da concepção e aplicação dos princípios e normas de direito como instrumentos da Justiça. Mas a proteção dada, ainda em grande escala, a privilégios ilegais e injustos, bloqueando a plena aplicação dos preceitos constitucionais de inspiração humanista, deixa evidente a necessidade de empenho decidido e permanente de todos os que têm consciência de que sem a Justiça não haverá Paz. </p>
<p>Dalmo Dallari é professor e jurista.</p>
<p>Jornal do Brasil<br />
JB, 16.10.2009. Artigo</p>
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    <title>Terras públicas invadidas</title>
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    <published>2009-10-20T12:00:30-02:00</published>
    <updated>2009-10-20T12:02:35-02:00</updated>
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    <summary type="html"><![CDATA[<p>Dalmo Dallari</p>
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    <content type="html"><![CDATA[<p>Dalmo Dallari </p>
<p>RIO - Uma vez mais, a imprensa dá notícia de um conflito de terras, desta vez informando sobre violências que teriam sido cometidas por integrantes do Movimento dos sem terra, no oeste do estado de São Paulo, incluindo destruição de laranjais e danificação de máquinas agrícolas, em área utilizada pela empresa Cutrale, uma das maiores produtoras de suco de laranja do Brasil. Algumas fotos de árvores derrubadas e de máquinas agrícolas danificadas foram divulgadas pela imprensa, causando revolta na população a exibição e a notícia da prática de tanta violência em nome da justiça social e da reforma agrária.</p>
<p>Dirigentes do MST negam que os autores das violências sejam efetivamente integrantes do movimento, aventando a hipótese de que sejam agitadores profissionais, pagos para agir daquela forma com o objetivo de justificar ações de autoridades públicas contra os verdadeiros trabalhadores rurais. A hipótese de uma infiltração maliciosa não é desprovida de lógica, sobretudo tendo em conta muitas iniciativas já conhecidas visando a criminalização dos movimentos sociais, apresentando o Movimento dos sem terra como um bando de criminosos, uma quadrilha que atenta contra os direitos dos proprietários de terras, perturbando a paz social e prejudicando a economia brasileira. </p>
<p>Embora apresentando imagem absolutamente negativa do Movimento dos sem terra, ao fazer a localização e caracterização dessas violências, a imprensa acaba por divulgar informações que deixam evidente o tratamento diferenciado dado por governos e autoridades segundo a categoria social dos invasores de terras. Com efeito, noticiou-se que haveria a intenção de implantar na região agora invadida a mesma luta que se desenvolve no Pontal.</p>
<p>O que se menciona aí é a região do estado de São Paulo denominada Pontal do Paranapanema, onde, segundo levantamento feito Instituto de terras do Estado de São Paulo durante o governo Mário Covas, os ocupantes de vastas extensões de terras são, na grande maioria, invasores de terras devolutas, que são áreas públicas. Protegidos por muitos dos que deveriam tomar a iniciativa de expulsá-los, aqueles invasores conseguiram inverter a situação, provocando a criminalização dos trabalhadores rurais pobres que reivindicam a distribuição das áreas públicas mediante os preceitos da reforma agrária, conforme determina a Constituição no artigo 184.</p>
<p>Relativamente à área agora objeto do novo conflito, informou o Instituto Nacional da Reforma Agrária que, além de outras áreas públicas invadidas, ali se localiza uma grande área, denominada Grupo Colonial Monção, que o governo da União comprou em 1909 com o objetivo de promover a colonização, o que acabou não sendo feito, permanecendo as terras desocupadas até que foram invadidas por fazendeiros ricos. Já existe um grande número de ações judiciais buscando a recuperação das áreas pelo verdadeiro dono, que é o patrimônio da União, mas, assim como ocorre em vários outros estados brasileiros, os invasores conseguem retardar as decisões e assim vão permanecendo nas terras e tirando proveito delas, impedindo que sejam distribuídas a famílias de trabalhadores rurais pobres, segundo o critério previsto na Constituição.</p>
<p>Não há dúvida de que o Brasil evoluiu muito nos últimos anos, em termos de redução de grande injustiças legalizadas e da concepção e aplicação dos princípios e normas de direito como instrumentos da Justiça. Mas a proteção dada, ainda em grande escala, a privilégios ilegais e injustos, bloqueando a plena aplicação dos preceitos constitucionais de inspiração humanista, deixa evidente a necessidade de empenho decidido e permanente de todos os que têm consciência de que sem a Justiça não haverá Paz. </p>
<p>Dalmo Dallari é professor e jurista.</p>
<p>Jornal do Brasil<br />
JB, 16.10.2009. Artigo</p>
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    <title>O Censo Agropecuário 2006 – Brasil e Regiões</title>
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    <published>2009-10-12T10:06:40-03:00</published>
    <updated>2009-10-19T19:56:34-02:00</updated>
    <author>
      <name>abra</name>
    </author>
    <category term="Capa" />
    <summary type="html"><![CDATA[<p>Gerson Teixeira<br />
Brasília, em 10 de outubro de 2009<br />
obs: em anexo, o texto com tabelas formatadas corretamente.<br />
Apresentação<br />
Em dezembro de 2007, logo após a divulgação dos resultados preliminares do Censo Agropecuário 2006, elaboramos a análise de parte dos dados agregados do setor apresentados pelo IBGE, cotejando-os com os seus correspondentes do Censo de 1995/96.</p>
    ]]></summary>
    <content type="html"><![CDATA[<p>Gerson Teixeira<br />
Brasília, em 10 de outubro de 2009</p>
<p>obs: em anexo, o texto com tabelas formatadas corretamente.</p>
<p>Apresentação</p>
<p>Em dezembro de 2007, logo após a divulgação dos resultados preliminares do Censo Agropecuário 2006, elaboramos a análise de parte dos dados agregados do setor apresentados pelo IBGE, cotejando-os com os seus correspondentes do Censo de 1995/96.<br />
Na oportunidade, apontamos como um dos destaques da década compreendida entre os dois censos, a forte expansão do agronegócio das lavouras e pecuária bovina para o Norte do país. Na década anterior, marcada pelo avanço do projeto neoliberal coincidindo com a década perdida da economia e os planos de estabilização, igualmente fracassados, os fenômenos de destaque do setor foram a redução substancial do pessoal ocupado e do número de estabelecimentos agropecuários. No primeiro caso, houve redução superior a 5 milhões de pessoas e foram extintos mais de 900 mil estabelecimentos.<br />
A péssima fotografia da agropecuária nacional revelada pelo Censo Agropecuário de 1995/96, por conta dos efeitos dos processos mencionados, deve ser levada em conta no cotejo com os dados do Censo de 2006, o qual retratou, na esfera econômica, um setor no auge de um importante ciclo expansivo do comércio agrícola mundial do qual muito se beneficiou o agronegócio brasileiro.<br />
Afora esse fato, a comparabilidade dos resultados deste Censo com o de 1995/96 não é plena. Com efeito, no Censo Agropecuário 2006 foram incorporadas mudanças metodológicas que não permitem, em determinados casos, a comparação dos seus resultados com os do Censo Agropecuário 1995/96.  A primeira delas diz respeito ao período investigado que retornou para o ano civil (1º de janeiro a 31 de dezembro de 2006), com a data de referência para os dados coletados voltando a ser o dia 31 de dezembro de 2006, como nos censos anteriores a 1995-1996. O Censo Agropecuário 1995-1996, ao contrário, teve como referência o período de 01.08.1995 a 31.07.1996 e as datas de referência de 31.12.1995 e 31.07.1996.<br />
No rol das mudanças metodológicas que, a partir de então, darão mais confiabilidade, qualidade, transparência e celeridade à coleta e ao processamento dos dados, vale citar as inovações introduzidas com a utilização do questionário eletrônico, em substituição ao questionário de papel. Foi criado o Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos – CNEFE, com a descrição detalhada dos endereços dos domicílios e dos estabelecimentos agropecuários, as coordenadas geográficas, capturadas com o GPS de todos os domicílios. Pela primeira vez, o Censo apresenta informações sobre a agricultura familiar, organizando os dados a respeito de conformidade com os conceitos definidos na Lei nº 11.326, de 2006.<br />
Ao divulgar os resultados definitivos do Censo Agropecuário 2006, o IBGE lançou Notas Técnicas resumindo informações relevantes do setor rural brasileiro retratado pela pesquisa. No presente texto, destacamos algumas dessas constatações junto com a inclusão de outras informações tidas como relevantes procurando confrontá-las em séries históricas ou com as informações correlatas geradas pelo Censo Agropecuário de 1995/96.<br />
Devemos enfatizar as ambições limitadas do texto, até porque o enorme volume de informações sobre o rural disponibilizadas pelo Censo vai exigir muito tempo de pesquisa e reflexões pelos estudiosos e lideranças do setor para tornar possível a melhor tradução dos fenômenos econômicos, sociais e políticos ocorridos ao longo da década que separou a realização dos dois últimos censos agropecuários.<br />
Nestes termos, a pretensão do presente texto é o de informar sobre alguns dados gerais da agropecuária em 2006 e pinçar alguns fenômenos detectados pelo censo com implicações nas políticas setoriais.<br />
O documento não inclui a análise do capítulo do censo dedicado à agricultura familiar, à medida que o IBGE elaborou e disponibilizou Nota Técnica sobre o tema que interpreta em nível de profundidade a sócio-economia da agricultura familiar registrada em 2006.<br />
As conclusões a que chegamos nesta limitada análise do censo agropecuário são expostas nos próprios tópicos que integram o texto. Em cada item, quando for o caso, sublinhamos as conclusões ou informações que julgamos relevantes.<br />
Por último, mesmo com a abordagem limitada e com os cuidados com a revisão, o manuseio de grande volume de números pode ter resultado em eventuais imprecisões técnicas neste texto. Estas e as posições políticas expressas são de minha exclusiva responsabilidade.<br />
O mandato do Deputado Beto Faro divulga o texto como uma contribuição a mais para os debates do tema, em especial, pelos setores organizados dos trabalhadores e trabalhadoras rurais.</p>
<p>1.	A Concentração da terra</p>
<p>Nas Notas divulgadas concomitantes à divulgação dos resultados finais do censo agropecuário 2006, o IBGE revelou que a concentração da propriedade fundiária no Brasil permaneceu praticamente inalterada nos últimos vinte anos. Ainda de acordo com o IBGE, especificamente no período de 1996 a 2006 o índice de Gini calculado para medir a concentração da terra subiu 1,9%, o que sugere o aumento da concentração nesse período.<br />
Há controvérsias conceituais sobre a utilização da categoria dos ‘estabelecimentos agropecuários’ como base para a melhor aferição desse fenômeno. Os estabelecimentos refletem ‘unidades produtivas’ associadas aos ‘produtores’ e, por esta razão, prestam-se, muito mais, para informar sobre as diversas variáveis técnicas, sociais e institucionais que ‘organizam’ as dinâmicas das explorações agropecuárias processadas nessas unidades. Exemplo de uma distorção: se um imóvel de 1.000 hectares foi parcelado, para arrendamento, em cinco áreas de 200 hectares, o IBGE contabilizaria cinco estabelecimentos. O contrário também seria possível, ou seja, um estabelecimento em dois imóveis, por exemplo. Há, portanto, relativo consenso entre os especialistas que a categoria dos ‘imóveis rurais’ utilizada pelo Incra constitui o meio mais apropriado para a aferição da concentração da propriedade fundiária.<br />
No entanto, se não representam o meio técnico ideal, os estabelecimentos não deixam de ser indicadores relevantes desse fenômeno. A propósito, estudo recente via os imóveis rurais, disponível no próprio site do Incra , homologa as conclusões do IBGE.<br />
Sendo assim, esta constatação pelo IBGE leva à conclusão política óbvia sobre a ineficácia redistributiva da terra dos programas de reforma agrária executados no Brasil, desde o I PNRA.</p>
<p>2.	O Pessoal Ocupado</p>
<p>A Tabela 1, exibe os dados da população total, população rural e pessoal ocupado na agropecuária nos anos especificados. </p>
<p>Tabela 1 – Brasil: População total, rural e pessoal ocupado na agropecuária - 1970 – 1980 – 1996 - 2006</p>
<p>População*	1970	1980	1996	2.006<br />
variação 1996-2006</p>
<p>					abs.	%<br />
	93.134.846	119.011.052	157.070.163	185.564.212	28.494.049	18.1%<br />
população rural**	41.037.586	38.573.725	33.993.332	28.705.000	-5.288.332	-15.6%<br />
pessoal ocupado	17.582.089	21.163.735	17.930.890	16.567.544	-1.363.346	-7.6%<br />
população rural/total	44%	32%	22%	15%<br />
* projeções do IBGE<br />
**FAO</p>
<p>Algumas conclusões possibilitadas pelos dados da Tabela e outros:</p>
<p>•	de 1996 a 2006, enquanto a população do país cresceu 18.1%, a população rural manteve a rota de declínio desde 1970, ao cair 15.6% sobre 1996. De 33.993.332 de pessoas em 1996, ou 22% da população total, passou para 28.705.000 em 2006, o equivalente a 15% da população total;<br />
•	vê-se, pois, que na década de 1996 a 2006, o êxodo rural se manteve com grande intensidade ;<br />
•	tendo em conta que, de 1996 para 2006, a proporção da população agrícola na população rural caiu de 90%, para 83% , é razoável admitir que o êxodo foi alimentado, basicamente, pelo abandono de atividade agrícola;<br />
•	o pessoal ocupado nos estabelecimentos agropecuários, em 2006, foi de 16.567.544 pessoas; um contingente 1.36 milhão inferior (-7.6%), ao registrado em 1996. Manteve-se, assim, a trajetória de queda do contingente ocupado na agropecuária;<br />
•	indicando a trajetória acima, a Tabela abaixo exibe a evolução da média de pessoal ocupado, desde 1970.</p>
<p>Tabela 2 - Média de pessoal ocupado em estabelecimentos agropecuários (Pessoas)<br />
1970	1975	1980	1985	1996	2006<br />
3,6	4,1	4,1	4,0	3,7	3,2</p>
<p>•	em relação à participação na população economicamente ativa, o pessoal ocupado na agropecuária declinou de 23.2% em 1996, para 16.7% em 2006, o que correspondeu a uma redução de 28%, no período ;<br />
•	segundo o IBGE, do pessoal ocupado em 2006, os homens somavam 11.515.194 pessoas e as mulheres, 5.052.350. Cerca de 15.5 milhões de pessoas, ou 93.5% tinham de 14 anos ou mais;<br />
•	do total do pessoal ocupado, 4.917.774 de pessoas (30%) exerciam atividades nos estabelecimentos com áreas inferiores a 5 hectares;<br />
•	os estabelecimentos de 5 hectares a menos de 10 hectares ocupavam 1.831.406 pessoas (11%), e os de 10 hectares a menos de 50 hectares, ocupavam 4.923.477 pessoas (30%);<br />
•	conclui-se, pois, que em 2006, os estabelecimentos até menos de 50 hectares empregavam 11.7 milhões de pessoas, ou cerca de 70% do total do pessoal ocupado na agropecuária brasileira; a mesma proporção registrada no censo agropecuário de 1995/96. De outra parte, os estabelecimentos de 1.000 hectares e mais, ocupavam 761.904 pessoas, o equivalente a 4.6% do total.<br />
•	do pessoal total ocupado, 6.6 milhões exerciam atividades na pecuária; 6.4 milhões, na produção de lavouras temporárias; 2.2 milhões na produção de lavouras permanentes; e 606.5 mil pessoas, na horticultura e fruticultura.</p>
<p>3. As Dívidas dos Estabelecimentos</p>
<p>A tabela abaixo resume os dados gerais sobre o valor das dívidas e ônus reais do estabelecimento agropecuário, na data de referência, junto a bancos, agentes financeiros, cooperativas, empresas em geral ou pessoas físicas. Sublinhamos que, na média nacional, 86% do valor das dívidas decorriam de operações com os bancos ou agentes financeiros. </p>
<p>Tabela 3 – Brasil e Regiões: Valor das dívidas e ônus reais dos estabelecimentos<br />
em 31/12/2006, por grupos de área total – R$ Mil<br />
Grupos de área total	Brasil	Norte	Nordeste	Sudeste	Sul	C. Oeste<br />
Total	26.811.967	1.325.460	4.473.730	5.558.054	8.911.550	6.543.173<br />
 Participação no total	100,0% 	4,9%	16,7%	20,7%	33,2%	24,4%</p>
<p>até menos de 10 há	1.910.857	46.723	574.783	341.758	876.627	70.971<br />
 Participação no total	7,1%	4%	13%	6%	10%	1%</p>
<p>de 10 a menos de 100 há	7.626.511	412.076	1.155.571	1.440.903	3.981.009	636.952<br />
 Participação no total	28,4%	31%	26%	26%	45%	10%</p>
<p>de 100 a menos de 1.000 há	8.322.711	440.342	984.123	2.083.876	2.944.063	1.870.306<br />
 Participação no total	31,0%	33%	22%	37%	33%	29%</p>
<p>de 1.000 há a mais	8.838.931	424.340	1.723.675	1.642.760	1.084.469	3.963.686<br />
 Participação no total	33,0%	32%	39%	30%	12%	61%<br />
Obs. Não incluído produtor sem área</p>
<p>Comentários:<br />
•	Em 2006, as dívidas declaradas pelos estabelecimentos agropecuários somaram R$ 28.8 bilhões, assim distribuídas, por região: Norte: 4.9% (R$ 1.325.460 mil); Nordeste: 16.7% (R$ 4.473.730 mil); Sudeste: 20.7% (R$ 5.558.054 mil); Sul: 33.2% (R$ 8.911.550 mil); e C. Oeste: 24.4% (R$ 6.543.173).<br />
Entre os grupos de área a dívida era assim distribuída:<br />
•	até menos de 10 há: 7.1%. Considerando os 371.608 estabelecimentos nesse grupo, com dívidas, tem-se uma dívida média de R$ 5.1 mil, por estabelecimento;<br />
•	de 10 a menos de 100 há: 28.4%. Considerando os 521.426 estabelecimentos nesse grupo, com dívidas, tem-se uma dívida média de R$ 14.6 mil, por estabelecimento;<br />
•	de 100 a menos de 1.000 há: 31%. Considerando os 85.045 estabelecimentos nesse grupo, com dívidas, tem-se uma dívida média de R$ 98 mil, por estabelecimento;<br />
•	de 1.000 há e mais: 33%. Considerando os 9.374 estabelecimentos nesse grupo, com dívidas, tem-se uma dívida média de R$ 943 mil, por estabelecimento;<br />
•	considerando o valor dos bens nos estabelecimentos, calculado pelo IBGE em R$ 1.2 trilhões, infere-se sobre o confortável grau de solvência médio na agropecuária brasileira;<br />
•	interessante observar que o grau de solvência é idêntico (2.2%) entre os estabelecimentos com menos de 10 hectares e os de 1.000 hectares e mais .<br />
•	A Tabela abaixo mostra o valor médio das dívidas, por faixa de área e região:</p>
<p>Tabela 4 – Regiões: Valor médio das dívidas dos estabelecimentos<br />
por grupo de área (R$ mil/estabelecimento)</p>
<p>	NORTE	NORDESTE	SUDESTE	SUL	CENTRO-OESTE<br />
Até menos de 10 ha	4,2	2,9	7,1	8,1	13,0</p>
<p>De 10 a menos de 100 ha	37,0	8,4	19,8	17,5	15,9</p>
<p>De 100 a menos de 1.000 ha	34,2	48,5	122,7	143,7	129,9</p>
<p>De 1.000 há e mais	370,9	1271,1	1570,5	760,5	900,4</p>
<p>4. Uma Análise Comparativa da Evolução do Número e Área dos Estabelecimentos Agropecuários no Brasil e nas Grandes Regiões, de 1996 a 2006</p>
<p>Tabela 5 – Brasil: Número de Estabelecimentos e Área<br />
Total e por Grupos de Área – 1996 e 20067</p>
<p>Total	1996	2006<br />
	Nº Estabelecimentos	Área	Nº Estabelecimentos	Área<br />
	4.859.865	353.611.246	5.175.489	329.941.393<br />
Menos de 10 ha	2.402.374	7.882.194	2.477.071	7.798.607<br />
10 a menos de 100 ha	1.916.487	62.693.585	1.971.577	62.893.091<br />
Menos de 100 ha	4.318.861	70.575.779	4.448.648	70.691.698<br />
100 a menos de 1000 ha	469.964	123.541.517	424.906	112.696.478<br />
1000 ha e mais*	49.358	159.493.949	46.911	146.553.218<br />
* O corte fixado pelo IBGE para a caracterização dos grandes estabelecimentos, no caso das tabelas que permitem a comparabilidade com anos anteriores, não reflete a realidade de muitas áreas da Amazônia Legal que representa 60% do território nacional. Nestes casos, uma área de 1.000 hectares é uma média propriedade. Com esse procedimento, são diluídos os fenômenos processados nas grandes áreas. Pode ser que na comparação com 1996 tenha ocorrido processo não revelado, por exemplo, de aumento do número e das áreas dos estabelecimentos acima de 5.000 hectares.  </p>
<p>•	Após o declínio em mais de 900 mil estabelecimentos entre 1985 e 1996, o número de estabelecimentos agropecuários aumentou 6.5% na década seguinte; passou de 4.8 milhões, em 1996, para 5.2 milhões unidades, em 2006.<br />
•	No entanto, houve redução na área total desses estabelecimentos, basicamente em grau idêntico ao incremento no número. O Censo registrou que em 2006 os estabelecimentos com atividades agropecuárias somavam 329.9 milhões de hectares, o equivalente a 36.8% do território nacional.<br />
•	Para o IBGE, as razões mais evidentes para o declínio na área estiveram relacionadas à criação de novas terras indígenas e unidades de conservação a partir de 1995. Esta interpretação deve ser relativizada. No período em consideração, a demarcação de áreas indígenas e a criação de UCs adquiriam vigor após 2003, com o governo Lula. É provável que a redução na área dos estabelecimentos, no período, tenha tido como causa principal o processo de transformação de áreas rurais em urbanas, com a eliminação de atividades agropecuárias.</p>
<p>Da Tabela 5 deriva a tabela 5-A, abaixo, que informa a variação ocorrida no número e área dos estabelecimentos.</p>
<p>Tabela 5-A – Brasil: Variação no Número e Área dos Estabelecimentos Agropecuários por Grupo de Área, de 1996 para 2006</p>
<p>Grupo de Área	Número	Área<br />
TOTAL	6.5%	-6.7%<br />
Menos de 10 ha	3,1%	-1,1%<br />
10 a menos de 100 ha	2,9%	0,3%<br />
Menos de 100 ha	3,0%	0,2%<br />
100 a menos de 1000 ha	-9,6%	-8,8%<br />
1000 ha e mais	-5,0%	-8,1%</p>
<p>•	Se tomarmos como pequenos estabelecimentos, aqueles situados nos grupos de área inferiores a 100 hectares, constatamos que cresceram 129.7 mil, em número, e 116 mil hectares, em área, respectivamente 3% e 0.2%.<br />
•	Os estabelecimentos do grupo de 100 hectares a menos de 1.000 hectares foram os que apresentaram os maiores níveis de redução de número e área. Mas, segundo Nota do IBGE, o fenômeno de concentração fundiária, no período, teria ocorrido majoritariamente nessa faixa?<br />
•	Os grandes (a partir de 1.000 hectares, na classificação não aplicável a toda a Amazônia), recuaram 2.4 mil em número e 13 milhões de hectares em área, ou seja, respectivamente, -5% e -8%. Neste caso, insistimos, as conclusões são prejudicadas pelo corte inadequado no grupo das maiores áreas.</p>
<p>4.1 - Os números agregados dos estabelecimentos nas regiões</p>
<p>A Tabela 4 organiza os dados em consideração.</p>
<p>Tabela 6 – Número, área e área média dos<br />
estabelecimentos, por região</p>
<p>	Número de estabelecimentos	Área total - Há	Área média - Ha<br />
Norte	475 775	54 787 297	115<br />
Nordeste	2 454 006	75 594 442	31<br />
Sudeste	922 049	54 236 169	59<br />
Sul	1 006 181	41 526 157	41<br />
Centro-Oeste	317 478	103 797 329	327</p>
<p>Da tabela, destacamos:<br />
•	o centro-oeste concentrava o menor número de estabelecimentos (317.5 mil) e a maior área (103.8 milhões), implicando na área média, por estabelecimento, de 327 hectares;<br />
•	o nordeste detinha o maior número de estabelecimentos (2.4 milhões, ou 47.4% do total), e a menor área média (31 hectares). </p>
<p>4.2 - Condição legal das terras</p>
<p>A Tabela 5 exibe o quadro legal dos estabelecimentos, no Brasil e regiões.</p>
<p>Tabela 7 - Condição legal das terras, segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2006</p>
<p> 	Próprias	Sem titulação definitiva	Arrendadas<br />
 	Parceria<br />
 	Ocupadas</p>
<p> 	Estabele-<br />
cimentos	Área<br />
(ha)	Estabele-<br />
cimentos	Área<br />
(ha)	Estabele-<br />
cimentos	Área<br />
(ha)	Estabele-<br />
cimentos	Área<br />
(ha)	Estabele-<br />
cimentos	Área<br />
(ha)<br />
Brasil	3.946.276	298.678.681	194.865	5.948.677	333.961	14.936.264	186.352	3.174.804	474.132	7.203.020</p>
<p>Norte	374.049	50.412.927	27.927	1.608.103	6.127	453.452	9.235	236.214	33.763	2.076.603<br />
Nordeste	1.682.740	68.925.933	88.648	1.780.089	143.867	1.425.695	111.776	676.589	325.096	2.786.174<br />
Sudeste	791.986	48.509.421	18.494	.405.951	48.876	3.507.810	29.429	1.123.902	42.810	689.090<br />
Sul	839.670	34.721.859	23.599	522.228	120.850	4.732.926	34.362	791.255	61.761	.757.895<br />
Centro-Oeste	257.831	96.108.542	36.197	1.632.305	14.241	4.816.381	1.550	346.843	10.702	893.258</p>
<p>•	Da tabela acima se extrai a conclusão substancial e duvidosa segundo a qual 95% da área total dos estabelecimentos agropecuárias constituíam área própria em 2006. Somente 6 milhões de hectares não teriam titulação definitiva. Mesmo no norte do país, tem-se que 92% da área seriam próprias?</p>
<p>4.3 - Número e área dos estabelecimentos em 2006 confrontados em série histórica desde 1980 – Brasil e Regiões</p>
<p>4.3.1 – Número e área dos estabelecimentos inferiores a 10 hectares</p>
<p>Tabela 8 - Brasil e Regiões - Número e Área dos estabelecimentos agropecuários Menores que 10 hectares – 1980 a 2006<br />
	Número de estabelecimentos agropecuários (Unidades)	Área dos estabelecimentos agropecuários (Hectares)<br />
	1980	1985	1996	2006	1980	1985	1996	2006<br />
Brasil	2.598.019	3.064.822	2.402.374	2.477.071	9.004.259	9.986.637	7.882.194	7.798.607<br />
  Norte	149.600	167.804	134.803	126.532	587.341	635.494	485.318	361.729<br />
  Nordeste	1.654.841	1.971.391	1.570.510	1.498.389	4.492.372	4.969.961	4.110.940	3.785.719<br />
  Sudeste	290.196	355.873	286.872	393.414	1.390.898	1.599.326	1.276.702	1.568.919<br />
  Sul	451.860	502.675	377.761	406.481	2.275.539	2.453.700	1.900.194	1.839.099<br />
  Centro-Oeste	51.519	67.079	32.427	52.255	258.024	328.107	159.350	243.140</p>
<p>•	Brasil - no ano de 2006, em termos absolutos, o número de estabelecimentos do grupo de área inferior a 10 hectares (2.477.071), só superou levemente o de 1996 (2.402.374). A área acumulada por esses estabelecimentos, em 2006, foi a menor de toda a série. De 1996 para 2006, os estabelecimentos nesta faixa de área passaram de 49.4%, para 47.8% do número total de estabelecimentos.</p>
<p>•	Regiões – a realidade acima foi diferenciadamente negativa para as regiões Norte e Nordeste do país, em especial, para a primeira. Em 2006, ambas tiveram as piores marcas em termos de número e área dos estabelecimentos nessa faixa de área, desde 1980.<br />
•	Chama a atenção o caso do norte onde esses estabelecimentos, que ainda representam 27% do número total de estabelecimentos da região, tenham perdido mais de ¼ do seu território (ou 124 mil hectares) de 1996, para 2006. Em relação a 1980, a área acumulada pelo grupo de estabelecimentos em questão, em 2006, foi 38% menor.<br />
•	No Nordeste, o território ocupado por esses estabelecimentos, em 2006, foi erodido em 707 mil hectares em comparação com a área em 1980. Sobre 1996, a perda de área foi de 325 mil hectares (-8%).<br />
•	Tem-se que, nos casos das regiões norte e nordeste, as políticas de estímulo à agricultura familiar não têm surtido efeito para o fortalecimento da capacidade produtiva dessa faixa de estabelecimentos que denominaríamos de mini agricultura familiar.<br />
•	No sudeste a situação foi inversa. Em 2006 o número dos estabelecimentos foi o maior da série e a área se aproximou do patamar de 1985, a maior da série.<br />
•	No sul, o número de estabelecimentos só foi maior que o de 1996, no entanto a área foi a menor de toda a série.<br />
•	No Centro-Oeste ocorreu uma boa recuperação em relação a 1996, tanto no número quanto na área.</p>
<p>Em termos de participação dos estabelecimentos menores que 10 ha sobre os totais, nas posições e regiões correspondentes, os resultados são os expressos abaixo:</p>
<p>Tabela 8-A – Regiões – Número e área dos estabelecimentos inferiores a 10 ha: Evolução das participações sobre os totais – 1980 a 2006<br />
	Número	Área<br />
	1980	1985	1996	2006	1980	1985	1996	2006<br />
  Norte	36,7%	30,9%	30,2%	26,6%	1,4%	1,0%	0,8%	0,7%<br />
  Nordeste	67,6%	70,5%	67,5%	61,1%	5,1%	5,4%	5,3%	5,0%<br />
  Sudeste	32,6%	35,8%	34,1%	42,7%	1,9%	2,2%	2,0%	2,9%<br />
  Sul	39,4%	41,9%	37,7%	40,4%	4,7%	5,1%	4,3%	4,4%<br />
  Centro-Oeste	19,2%	25,1%	13,4%	16,5%	0,2%	0,3%	0,1%	0,2%</p>
<p>•	Confirmando as tendências acima colocadas, notadamente para a região norte, a Tabela acima mostra que a participação do número desses estabelecimentos no total da região, em 2006, foi de 26.6% contra 30.2% em 1996. Em 1980, esta participação era de 36.7%. A participação da área desses estabelecimentos sobre a área total dos estabelecimentos no norte, em 2006 (0.7%), foi a metade da registrada em 1980 (1.4%).<br />
•	Tem-se, portanto, que os estabelecimentos menores que 10 hectares no norte (e no nordeste), mas, em especial, no norte, aparentemente são alvo de forte processo de diferenciação social. </p>
<p>4.3.2 - Estabelecimentos Inferiores a 100 hectares</p>
<p>Tabela 9 - Brasil e Regiões - Número de estabelecimentos e Área dos estabelecimentos agropecuários Menores que 100 hectares – 1980 a 2006<br />
	Número de estabelecimentos agropecuários (Unidades)	Área dos estabelecimentos agropecuários (Hectares)<br />
	1980	1985	1996	2006	1980	1985	1996	2006<br />
Brasil	4.614.793	5.225.162	4.318.861	4.448.648	73.498.602	79.551.798	70.575.779	70.691.698<br />
  Norte	354.050	432.509	351.900	355.637	8.059.873	10.720.028	9.185.896	9.700.450<br />
  Nordeste	2.174.421	2.433.753	1.929.459	2.149.244	24.809.575	26.251.803	23.473.833	23.887.858<br />
  Sudeste	749.001	850.136	715.784	804.851	17.658.226	18.818.342	16.339.660	15.019.892<br />
  Sul	1.076.041	1.127.798	933.007	921.937	18.942.060	19.016.865	16.865.442	15.496.078<br />
  Centro-Oeste	143.594	175.837	143.398	216.979	4.028.717	4.744.671	4.848.868	6.587.418</p>
<p>•	Brasil – no ano de 2006 o número de estabelecimentos do grupo de área inferior a 100 hectares só superou o de 1996, considerando toda a série. O mesmo ocorreu com relação à área total detida por esses estabelecimentos que apresentou modesto crescimento comparativamente à posição de 10 anos atrás.</p>
<p>Em termos de participação dos estabelecimentos menores que 100 ha sobre os totais nas posições correspondentes, os resultados foram os expressos abaixo:<br />
Número	Área<br />
	1980	1985	1996	2006	1980	1985	1996	2006<br />
Brasil	89,4%	90,1%	88,9%	86,0%	20,1%	21,2%	20,0%	21,4%</p>
<p>•	Conclusão: em 2006, a participação dos estabelecimentos inferiores a 100 hectares sobre o número total teve o menor resultado de toda a série; o inverso aconteceu com relação à área. Neste caso, é razoável creditar o avanço na participação da área desses estabelecimentos aos efeitos das políticas para a agricultura familiar. Todavia, esta conclusão nacional, não se aplica a todas as regiões, conforme veremos a seguir.</p>
<p>•	Regiões:<br />
•	Norte – o número de estabelecimentos superou o de 1996 ficando situado na média do período. A área por eles ocupada foi a segunda maior do período. Depreende-se situação positiva para os estabelecimentos de 10 hectares a menos de 100 hectares.<br />
•	Nordeste - o número e a área dos estabelecimentos nessa faixa de área, em 2996, suplantaram somente os correspondentes de 1996.<br />
•	Sudeste – número subiu em relação a 1996, mas a área é a menor de toda a série.<br />
•	Sul – em 2006, foram os menores resultados em número e área de estabelecimentos desde 1980. Neste caso, e sob este critério, as políticas para a agricultura familiar não têm tido muito eficácia.<br />
•	Centro-oeste – conformando o forte deslocamento da geografia agrícola do país, em 2006, a região apresentou aumento substancial no número e na área desses estabelecimentos; os maiores da série.</p>
<p>Em termos de participação dos estabelecimentos menores que 100 ha sobre os totais nas posições e regiões correspondentes, os resultados são os expressos abaixo:</p>
<p>Tabela 9-A – Regiões – Número e área dos estabelecimentos inferiores a 100 ha: Evolução das participações sobre os totais – 1980 a 2006</p>
<p>	Número	Área<br />
	1980	1985	1996	2006	1980	1985	1996	2006<br />
  Norte	86,7%	79,5%	78,9%	74,7%	19,4%	17,1%	15,7%	17,7%<br />
  Nordeste	88,8%	87,0%	82,9%	87,6%	28,1%	28,5%	30,0%	31,6%<br />
  Sudeste	84,1%	85,5%	85,0%	87,3%	24,0%	25,7%	25,5%	27,7%<br />
  Sul	93,9%	94,1%	93,0%	91,6%	39,5%	39,7%	38,0%	37,3%<br />
  Centro-Oeste	53,6%	65,8%	59,1%	68,3%	3,6%	4,8%	4,5%	6,3%</p>
<p>•	De um modo geral, os números da Tabela acima corroboram as conclusões anteriores confirmando que a região com os piores níveis de desempenho (negativos) do número e área dos estabelecimentos na faixa de área em consideração foi a região sul.</p>
<p>4.3.2 - Estabelecimentos Inferiores de<br />
1.000 hectares a mais</p>
<p>Tabela 10 - Brasil e Regiões - Número de estabelecimentos e Área dos estabelecimentos agropecuários de 1.000 hectares e mais – 1980 a 2006<br />
	Número de estabelecimentos agropecuários (Unidades)	Área dos estabelecimentos agropecuários (Hectares)<br />
	1980	1985	1996	2006	1980	1985	1996	2006<br />
Brasil	47.841	50.411	49.358	46.911	164.556.629	163.940.463	159.493.949	146.553.218<br />
Norte	7.597	8.412	8.023	8.274	32.804.978	31.503.549	30.313.137	26.139.552<br />
Nordeste	10.235	10.552	8.907	8.165	27.944.481	29.632.772	23.487.735	23.058.824<br />
Sudeste	8.585	8.364	7.017	5.801	21.660.121	20.120.308	17.335.033	15.628.492<br />
Sul	5.550	5.448	5.030	4.468	12.037.916	11.515.513	10.054.844	9.443.098<br />
Centro-Oeste	15.876	17.635	20.380	20.203	70.107.454	71.168.273	78.293.170	72.283.251</p>
<p>•	Brasil – conforme colocado antes, especificamente para as séries temporais publicadas pelo IBGE, não pareceu apropriado o corte de área estabelecido para caracterizar os maiores estabelecimentos do país. De todo o modo, com esta simplificação que não permite a revelação dos fenômenos passíveis de comparabilidade processados nestas unidades, o número e a área dos estabelecimentos nessa faixa de área, em 2006, foram os menores da série considerada.</p>
<p>Em termos de participação dos estabelecimentos de 1.000 ha e mais sobre os totais nas posições e regiões correspondentes, os resultados são os contidos na Tabela abaixo:</p>
<p>Tabela 10 – A - Número de estabelecimentos e Área dos estabelecimentos agropecuários de 1.000 hectares<br />
e mais – 1980 a 2006<br />
	Número de estabelecimentos agropecuários (Unidades)	Área dos estabelecimentos agropecuários (Hectares)<br />
	1980	1985	1996	2006	1980	1985	1996	2006<br />
Brasil	0,9%	0,9%	1,0%	0,9%	45,1%	43,7%	45,1%	44,4%<br />
  Norte	1,9%	1,5%	1,8%	1,7%	78,9%	50,4%	51,9%	47,7%<br />
  Nordeste	0,4%	0,4%	0,4%	0,3%	31,6%	32,2%	30,0%	30,5%<br />
  Sudeste	1,0%	0,8%	0,8%	0,6%	29,5%	27,5%	27,0%	28,8%<br />
  Sul	0,5%	0,5%	0,5%	0,4%	25,1%	24,0%	22,7%	22,7%<br />
  Centro-Oeste	5,9%	6,6%	8,4%	6,4%	61,8%	71,8%	72,2%	69,6%</p>
<p>5.	Brasil - Utilização das Terras</p>
<p>Tabela 11 - Brasil - Área dos estabelecimentos agropecuários por utilização das terras - Hectare</p>
<p>Utilização das Terras	1996	2006	Variação de 96 p/ 2006	Participação sobre o Total<br />
				1996	2006<br />
Área Total	353.611.246	329.941.393	-6,7%<br />
Lavouras permanentes	7.541.626	11.612.227	54,0%	2,13%	3,52%<br />
Lavouras temporárias	34.252.829	48.234.391	40,8%	9,69%	14,62%<br />
Matas naturais	88.897.582	93.982.304	5,7%	25,14%	28,48%<br />
Pastagens plantadas	99.652.009	101.437.409	1,8%	28,18%	30,74%<br />
Matas plantadas	5.396.016	4.497.324	-16,7%	1,53%	1,36%<br />
Pastagens naturais	78.048.463	57.316.457	-26,6%	22,07%	17,37%</p>
<p>•	A área utilizada dos estabelecimentos agropecuários, em 2006, recuou 23.7 milhões de hectares em relação a 1996 (-6.7%), sendo, também, a menor na série histórica desde 1980. A diminuição ocorrida na área com pastagens naturais (-20.7 milhões hectares), foi a grande responsável pelo fenômeno.<br />
•	Em 2006, as pastagens plantadas, com 101.4 milhões de hectares, mantiveram-se na dianteira entre as demais atividades dos estabelecimentos agropecuários. Todavia, das atividades que tiveram incremento de área na década de 1996 a 2006, foi a que apresentou a menor taxa (1.8%).<br />
•	Na década de 1996 a 2006, o destaque na estrutura produtiva da agropecuária foi a expansão em 54% da área com lavouras permanentes. A área com lavouras temporárias também experimentou grande incremento no período: 41%</p>
<p>5.1 - Brasil - As Principais Lavouras</p>
<p>A Tabela seguinte exibe o quadro evolutivo, entre 1996 e 2006, das principais lavouras:</p>
<p>Tabela 12 – Brasil: Produção e área Colhida<br />
Principais Lavouras - 1996 e 2006</p>
<p>Soja em grão	Produção vegetal (ton)	Área colhida (Ha)	Produção vegetal	Área colhida<br />
	1996	2006	1996	2006	Variação Abs.	Variação %	Variação Abs.	Variação %<br />
	21.563.768	40.712.683	9.479.893	15.646.990	19.148.915	89%	6.167.097	65%<br />
Milho em grão	25.510.505	42.281.800	10.602.850	11.724.362	16.771.295	66%	1.121.512	11%<br />
Cana-de-açúcar	259.806.703	384.165.158	4.216.427	5.577.643	124.358.455	48%	1.361.216	32%<br />
Feijão em grão 	1.450.570	3.108.983	3.225.092	4.327.697	1.658.413	114%	1.102.605	34%<br />
Mandioca	9.099.213	16.093.942	1.233.138	2.702.101	6.994.729	77%	1.468.963	119%<br />
Arroz em casca	8.047.895	9.447.257	2.977.019	2.409.589	1.399.362	17%	-567.430	-19%<br />
Café em coco	2.838.195	2.360.756	1.812.250	1.687.854	-477.439	-17%	-124.396	-7%<br />
Trigo em grão	1.433.116	2.257.598	893.555	1.300.008	824.482	58%	406.453	45%<br />
Algodão/caroço	814.188	2.350.132	619.627	786.973	1.535.944	189%	167.346	27%<br />
Laranja	78.142.437	11.690.719	946.886	596.919	-66.451.718	-85%	-349.967	-37%<br />
Fumo em folha	451.418	1.109.036	304.376	567.970	657.618	146%	263.594	87%<br />
Cacau (amêndoa)	242.104	199.172	679.778	515.871	-42.932	-18%	-163.907	-24%<br />
Uva 	274.213	828.892	21.729	63.483	554.679	202%	41.754	192%<br />
Obs: produção de laranja em mil frutos</p>
<p>•	A tabela mostra que, em 2006, a soja assumiu a liderança em área colhida na agricultura brasileira, alcançando 15.6 milhões de hectares contra 9.5 milhões de hectares em 1996, ano no qual o milho ocupava a liderança com área colhida de 10.6 milhões de hectares. No entanto em que pese esta expressiva ampliação da área de soja, dentre as culturas que apresentavam dimensões importantes de área colhida, a que apresentou maior taxa de incremento de área foi a mandioca, com 119%. Da sétima posição em 1996, a área colhida da mandioca foi acrescida em cerca de 1.5 milhão de hectares passando a ocupar a 5ª posição em 2006.<br />
•	A área colhida de cana-de-açúcar se manteve na 3ª posição, com incremento de 32%, totalizando 5.6 milhões de hectares em 2006.<br />
•	O destaque negativo, que reflete, em grande parte, as restrições de acesso aos mercados externos e a ocorrência de doenças, ficou por conta da laranja, cuja área colhida sofreu redução de 350 mil hectares.</p>
<p>O quadro das mudanças na geografia da agropecuária<br />
de 1970 para 2006<br />
 O quadro resumido das alterações na geografia da atividade agropecuária no Brasil, no cotejo entre 1970 e 2006, é o seguinte:</p>
<p>Região	Participação nas atividades agropecuárias<br />
	1970	2006<br />
Norte	8%	17%<br />
Nordeste	25%	23%<br />
Sudeste	24%	18%<br />
Sul	15%	13%<br />
Centro-Oeste	28%	31%</p>
<p>5.2 - Regiões - Utilização das Terras</p>
<p>O quadro regional da área dos estabelecimentos agropecuários por utilização das terras, entre 1996 e 2006, pode ser assim sumarizado:</p>
<p>Tabela 13 - Área dos estabelecimentos agropecuários por utilização das terras - 1996-2006 (hectare)</p>
<p>  Norte</p>
<p>Total	1.996	2.006	Variação abs.	Variação relat.<br />
		58.358.880	54.787.297	-3.571.583	-6%<br />
	Lavouras permanentes	727.845	1.859.457	1.131.612	155%<br />
	Lavouras temporárias	1.244.211	2.345.628	1.101.417	89%<br />
	Pastagens plantadas	14.762.858	20.619.017	5.856.159	40%<br />
	Matas plantadas	254.242	255.687	1.445	1%<br />
	Matas naturais	25.502.392	22.020.993	-3.481.399	-14%<br />
	Pastagens naturais	9.623.763	5.905.157	-3.718.606	-39%<br />
  Nordeste</p>
<p> 	Total	78.296.096	75.594.442	-2.701.654	-3%<br />
	Lavouras temporárias	7.695.893	11.650.746	3.954.853	51%<br />
	Lavouras permanentes	2.649.495	3.512.112	862.617	33%<br />
	Matas naturais	19.391.058	25.431.579	6.040.521	31%<br />
	Pastagens plantadas	12.099.639	14.528.615	2.428.976	20%<br />
	Matas plantadas	392.020	423.999	31.979	8%<br />
	Pastagens naturais	19.976.700	16.010.989	-3.965.711	-20%<br />
  Sudeste</p>
<p> 	Total	64.085.893	54.236.169	-9.849.724	-15%<br />
	Matas naturais	7.717.652	9.642.280	1.924.628	25%<br />
	Lavouras temporárias	7.323.565	9.133.678	1.810.113	25%<br />
	Lavouras permanentes	3.270.502	4.039.106	768.604	24%<br />
	Pastagens plantadas	20.452.535	16.707.689	-3.744.846	-18%<br />
	Pastagens naturais	17.324.514	10.853.454	-6.471.060	-37%<br />
	Matas plantadas	2.503.399	1.548.982	-954.417	-38%<br />
  Sul</p>
<p> 	Total	44.360.364	41.526.157	-2.834.207	-6%<br />
	Lavouras permanentes	646.947	1.489.743	842.796	130%<br />
	Matas naturais	5.311.695	6.667.527	1.355.832	26%<br />
	Lavouras temporárias	11.659.345	13.604.592	1.945.247	17%<br />
	Matas plantadas	1.904.813	2.015.385	110.572	6%<br />
	Pastagens naturais	13.679.844	10.815.667	-2.864.177	-21%<br />
	Pastagens plantadas	7.016.705	4.795.062	-2.221.643	-32%<br />
  Centro-Oeste</p>
<p> 	Total	108.510.012	103.797.329	-4.712.683	-4%<br />
	Lavouras permanentes	246.837	711.809	464.972	188%<br />
	Lavouras temporárias	6.329.816	11.499.747	5.169.931	82%<br />
	Pastagens plantadas	45.320.271	44.787.026	-533.245	-1%<br />
	Matas naturais	30.974.785	30.219.924	-754.861	-2%<br />
	Pastagens naturais	17.443.641	13.731.190	-3.712.451	-21%<br />
	Matas plantadas	341.541	253.271	-88.270	-26%</p>
<p>•	Resumidamente, a tabela acima mostra que a queda na área utilizada, entre 1996 e 2006, atingiu indistintamente todas as regiões do país. A menor taxa foi no nordeste (-3%) e a maior, no sudeste (-15%). As áreas de lavouras permanentes se expandiram em maiores escalas no Centro-Oeste (188%) e no norte (155%). As duas regiões foram as que apresentaram, também, as maiores taxas de expansão de áreas com lavouras temporárias, ficando o Norte em primeiro (89%) e CO (82%). Comprova o avanço do agronegócio na Amazônia;<br />
•	 Em pastagens plantadas o Norte apresentou a maior taxa (40%). O Sul, Sudeste e o CO tiveram taxas negativas, respectivamente, de 32%; 18%; e 1%.</p>
<p>5.3 - Regiões - As Principais Lavouras</p>
<p>Tabela 14 - Produção vegetal e Área colhida dos estabelecimentos agropecuários por tipo de produção vegetal - 1996-2006</p>
<p>  N</p>
<p>Mandioca 	Produção vegetal (ton.)	Área colhida (Hectares	Produção	Área<br />
		1996	2006	1996	2006	Var. abs	Var. %	Var. abs	Var. %<br />
		2.466.180	2.040.191	277.864	574.237	-425.989	-17%	296.373	107%<br />
	Cana-de-açúcar 	182.752	991.296	5.688	19.132	808.544	442%	13.444	236%<br />
	Arroz em casca 	603.845	726.560	436.592	364.883	122.715	20%	-71.709	-16%<br />
	Milho em grão 	397.523	710.111	358.181	291.386	312.588	79%	-66.795	-19%<br />
	Soja em grão 	16.531	567.446	8.611	225.806	550.915	3333%	217.195	2522%<br />
	Laranja	602.566	98.413	15.450	7.921	-504.153	-84%	-7.529	-49%<br />
	Café em coco 	86.048	81.614	105.905	125.532	-4.434	-5%	19.627	19%<br />
	Feijão em grão 	83.169	56.428	143.264	77.072	-26.741	-32%	-66.192	-46%<br />
	Cacau (amêndoa) 	19.734	36.174	41.270	47.643	16.440	83%	6.373	15%<br />
	Algodão em caroço 	3.405	2.035	3.585	728	-1.370	-40%	-2.857	-80%<br />
	Uva 	9	332	5	19	323	3589%	14	280%<br />
	Fumo em folha 	710	287	968	369	-423	-60%	-599	-62%</p>
<p>NE<br />
 	Cana-de-açúcar 	47.075.813	58.989.062	1.003.305	1.131.518	11.913.249	25%	128.213	13%<br />
	Mandioca 	2.822.888	8.170.935	548.553	1.590.129	5.348.047	189%	1.041.576	190%<br />
	Milho em grão 	1.806.860	5.488.858	2.354.785	3.142.883	3.681.998	204%	788.098	33%<br />
	Soja em grão 	877.250	2.943.043	426.488	1.121.111	2.065.793	235%	694.623	163%<br />
	Arroz em casca 	947.113	1.675.507	676.521	745.139	728.394	77%	68.618	10%<br />
	Laranja (Mil frutos)	4.620.032	959.954	94.081	64.771	-3.660.078	-79%	-29.310	-31%<br />
	Feijão em grão 	592.268	949.296	1.953.724	1.970.750	357.028	60%	17.026	1%<br />
	Algodão em caroço 	76.225	777.078	162.436	237.695	700.853	919%	75.259	46%<br />
	Cacau (amêndoa) 	215.499	155.661	617.979	453.872	-59.838	-28%	-164.107	-27%<br />
	Café em coco 	103.960	148.842	126.887	112.033	44.882	43%	-14.854	-12%<br />
	Uva 	56.943	111.375	2.765	6.725	54.432	96%	3.960	143%<br />
	Fumo em folha 	35.898	58.176	34.214	49.579	22.278	62%	15.365	45%<br />
	Trigo em grão 	380	382	304	318	2	1%	14	5%</p>
<p>  SE</p>
<p> 	Cana-de-açúcar 	173.073.683	259.316.089	2.570.229	3.456.048	86.242.406	50%	885.819	34%<br />
	Laranja (Mil frutos)	69.875.293	10.199.480	779.542	495.535	-59.675.813	-85%	-284.007	-36%<br />
	Milho em grão 	5.901.576	8.176.685	2.134.745	1.714.093	2.275.109	39%	-420.652	-20%<br />
	Soja em grão 	1.715.383	2.414.332	839.572	937.448	698.949	41%	97.876	12%<br />
	Café em coco 	2.522.756	1.951.377	1.454.007	1.348.811	-571.379	-23%	-105.196	-7%<br />
	Mandioca 	715.117	1.318.159	112.804	126.146	603.042	84%	13.342	12%<br />
	Arroz em casca 	259.239	175.361	204.298	60.477	-83.878	-32%	-143.821	-70%<br />
	Algodão em caroço 	197.670	108.206	130.447	41.583	-89.464	-45%	-88.864	-68%<br />
	Trigo em grão 	29.943	106.247	13.721	38.830	76.304	255%	25.109	183%<br />
	Uva 	159.351	87.951	10.791	8.307	-71.400	-45%	-2.484	-23%<br />
	Feijão em grão 	178.471	82.183	337.697	66.965	-96.288	-54%	-270.732	-80%<br />
	Cacau (amêndoa) 	6.369	7.204	18.781	14.167	835	13%	-4.614	-25%<br />
	Fumo em folha 	1.397	790	1.866	1.224	-607	-43%	-642	-34%</p>
<p>  S</p>
<p> 	Cana-de-açúcar 	20.197.770	23.047.510	347.973	364.118	2.849.740	14%	16.145	5%<br />
	Milho em grão 	11.788.377	18.539.912	4.074.963	4.188.758	6.751.535	57%	113.795	3%<br />
	Soja em grão 	10.708.325	16.582.379	4.830.695	6.806.397	5.874.054	55%	1.975.702	41%<br />
	Arroz em casca 	5.284.941	6.337.918	1.105.215	1.025.466	1.052.977	20%	-79.749	-7%<br />
	Mandioca 	2.691.728	4.029.918	253.583	357.292	1.338.190	50%	103.709	41%<br />
	Trigo em grão 	1.352.384	2.086.256	842.833	1.228.963	733.872	54%	386.130	46%<br />
	Fumo em folha 	413.342	1.049.724	267.234	516.733	636.382	154%	249.499	93%<br />
	Uva 	57.709	627.394	8.116	48.267	569.685	987%	40.151	495%<br />
	Laranja (Mil frutos)	2.626.444	373.623	49.506	23.695	-2.252.821	-86%	-25.811	-52%<br />
	Café em coco 	109.745	163.579	104.027	88.942	53.834	49%	-15.085	-15%<br />
	Algodão em caroço 	267.449	20.386	171.055	11.995	-247.063	-92%	-159.060	-93%<br />
	Feijão em grão 	581.277	12.896	767.877	10.139	-568.381	-98%	-757.738	-99%<br />
	Cacau (amêndoa) 	34	82	53	8	48	141%	-45	-85%</p>
<p>  CO</p>
<p> 	Cana-de-açúcar 	19.276.685	41.821.200	289.233	606.826	22.544.515	117%	317.593	110%<br />
	Soja em grão 	8.246.280	18.205.482	3.374.526	6.556.229	9.959.202	121%	3.181.703	94%<br />
	Milho em grão 	5.616.168	9.366.235	1.680.176	2.387.242	3.750.067	67%	707.066	42%<br />
	Algodão em caroço 	269.439	1.442.426	152.103	494.973	1.172.987	435%	342.870	225%<br />
	Mandioca 	403.301	534.738	40.334	54.297	131.437	33%	13.963	35%<br />
	Arroz em casca 	952.758	531.911	554.393	213.624	-420.847	-44%	-340.769	-61%<br />
	Trigo em grão 	50.401	64.713	36.686	31.897	14.312	28%	-4.789	-13%<br />
	Laranja (Mil frutos)	418.102	59.249	8.307	4.997	-358.853	-86%	-3.310	-40%<br />
	Feijão em grão 	15.384	21.337	22.530	13.500	5.953	39%	-9.030	-40%<br />
	Café em coco 	15.686	15.344	21.424	12.536	-342	-2%	-8.888	-41%<br />
	Uva 	201	1.841	52	165	1.640	816%	113	217%<br />
	Fumo em folha 	71	60	94	65	-11	-15%	-29	-31%<br />
	Cacau (amêndoa) 	468	51	1.694	181	-417	-89%	-1.513	-89%<br />
Obs: laranja, em mil frutos</p>
<p>Alguns destaques da Tabela:<br />
•	A produção de cana-de-açúcar lidera em todas as regiões, exceto no norte onde era superada pela mandioca.<br />
•	No norte, a mandioca apresentou redução da produção (-17%) em que pese o aumento de 10% na área colhida. A soja foi a segunda cultura em expansão da área (217.195 há, ou 2.522%), e crescimento de 3.333% na produção.<br />
•	No nordeste o destaque foram os incrementos na produção de algodão (919%), soja (235%), milho (204%) e mandioca (189%). Neste caso, o incremento da área foi de 1 milhão de hectares.<br />
•	No sudeste a cana teve o maior incremento de área (885.8 mil hectares). Houve expansão relativa importante na área e produção de trigo, respectivamente 255% e 183%. No entanto, a área com milho foi reduzida em 421 mil hectares; com feijão, em 270.7 mil hectares; com arroz, 144 mil hectares. Somente a perda de área colhida nessas três culturas básicas, praticamente equivaleu à área de incremento da cana. Ressalte-se, todavia, que houve crescimento da produção de milho (39%) e que a perda de área com laranja alcançou cerca de 284 mil hectares.<br />
•	No sul, a área colhida com milho cresceu pouco (3%), mas, confirmando os ganhos de produtividade na cultura, foi a que apresentou o maior crescimento absoluto da produção (6.8 milhões de toneladas). O maior incremento de área, em termos absolutos ocorreu na soja (2 milhões de hectares), o que elevou a produção para 5.9 milhões de toneladas (41%). O principal destaque negativo foi a redução da área colhida com feijão, de 758 mil hectares. Em 2006, o feijão praticamente sumiu do Sul, restando a área colhida de 10.1 mil hectares.<br />
•	No centro-oeste, a área colhida com soja, cresceu 3.2 milhões de hectares, área quase duas vezes maior que a soma das áreas acrescidas e reduzidas no período entre as 12 principais culturas na região. A produção de soja passou de 8.2 milhões de toneladas, para 18.2 milhões de toneladas. O destaque negativo foi a perda de 341 mil hectares na área de arroz; praticamente a área de incremento da área com a cana, cultura cuja produção subiu de 19.2, para 41.8 milhões de toneladas.</p>
<p>6. Brasil e Regiões – Os Efetivos de Animais</p>
<p>Tabela 15 - Efetivo de animais em estabelecimentos agropecuários, por espécie de efetivo - série histórica (1980/2006)<br />
Brasil e Região	Espécie de efetivo	Ano<br />
 	 	1980	1985	1996	2006	Variação 1996/2006<br />
Brasil	Bovinos (Cabeças)	118.085.872	128.041.757	153.058.275	171.613.337	12,1%<br />
 	Suínos (Cabeças)	32.628.723	30.481.278	27.811.244	31.189.339	12,1%<br />
 	Ovinos (Cabeças)	17.950.899	16.148.361	13.954.555	14.167.504	1,5%<br />
 	Caprinos (Cabeças)	7.908.147	8.207.942	6.590.646	7.107.608	7,8%<br />
 	Equinos (Cabeças)	4.960.691	5.693.041	5.565.697	4.541.832	-18,4%<br />
 	Aves (galinhas/frangas) (Mil cabeças)	413.180	436.809	718.538	1.401.341	95,0%<br />
 	Bubalinos (Cabeças)	380.986	619.712	834.922	885.119	6,0%<br />
 	Muares (Cabeças)	1.341.747	1.269.279	1.077.268	750.529	-30,3%<br />
 	Asininos (Cabeças)	1.185.183	1.121.011	1.105.796	654.712	-40,8%</p>
<p>  Norte	Bovinos (Cabeças)	3.989.113	8.965.609	17.276.621	31.336.290	81,4%<br />
 	Bubalinos (Cabeças)	164.698	277.175	498.484	600.559	20,5%<br />
 	Equinos (Cabeças)	175.454	373.397	506.904	651.820	28,6%<br />
 	Asininos (Cabeças)	7.009	30.047	31.911	23.460	-26,5%<br />
 	Muares (Cabeças)	39.060	99.944	129.407	141.094	9,0%<br />
 	Caprinos (Cabeças)	47.556	110.451	83.957	139.748	66,5%<br />
 	Ovinos (Cabeças)	113.697	231.065	323.636	481.462	48,8%<br />
 	Suínos (Cabeças)	1.855.406	2.560.102	2.207.280	1.598.928	-27,6%<br />
 	Aves (galinhas/frangas) (Mil cabeças)	13.929	18.273	27.373	30.388	11,0%</p>
<p>  Nordeste	Bovinos (Cabeças)	21.506.108	22.391.193	22.841.728	25.326.270	10,9%<br />
 	Bubalinos (Cabeças)	64.104	108.506	80.997	78.349	-3,3%<br />
 	Equinos (Cabeças)	1.387.482	1.486.833	1.368.012	1.172.853	-14,3%<br />
 	Asininos (Cabeças)	1.131.043	1.040.975	1.021.384	596.189	-41,6%<br />
 	Muares (Cabeças)	616.324	596.779	531.375	354.184	-33,3%<br />
 	Caprinos (Cabeças)	7.279.058	7.552.078	6.176.457	6.470.893	4,8%<br />
 	Ovinos (Cabeças)	6.272.429	6.323.245	6.717.980	7.790.624	16,0%<br />
 	Suínos (Cabeças)	7.325.470	7.872.805	6.357.716	3.940.442	-38,0%<br />
 	Aves (galinhas/frangas) (Mil cabeças)	64.727	78.473	103.058	120.399	16,8%</p>
<p>  Sudeste	Bovinos (Cabeças)	34.834.792	35.741.878	35.953.897	34.059.932	-5,3%<br />
 	Bubalinos (Cabeças)	51.678	67.812	61.545	79.219	28,7%<br />
 	Equinos (Cabeças)	1.413.344	1.708.445	1.551.653	1.123.981	-27,6%<br />
 	Asininos (Cabeças)	26.646	35.515	35.266	22.309	-36,7%<br />
 	Muares (Cabeças)	411.699	347.929	221.114	125.731	-43,1%<br />
 	Caprinos (Cabeças)	149.484	174.560	120.754	159.463	32,1%<br />
 	Ovinos (Cabeças)	283.787	382.908	434.054	794.387	83,0%<br />
 	Suínos (Cabeças)	5.822.852	5.606.691	4.496.643	5.232.493	16,4%<br />
 	Aves (galinhas/frangas) (Mil cabeças)	169.210	147.588	264.904	437.170	65,0%</p>
<p>  Sul	Bovinos (Cabeças)	24.494.853	24.826.784	26.219.533	23.364.051	-10,9%<br />
 	Bubalinos (Cabeças)	49.101	101.154	136.391	88.646	-35,0%<br />
 	Equinos (Cabeças)	1.161.396	1.237.604	1.114.556	754.686	-32,3%<br />
 	Asininos (Cabeças)	2.857	4.793	5.420	6.076	12,1%<br />
 	Muares (Cabeças)	146.539	122.575	68.119	27.502	-59,6%<br />
 	Caprinos (Cabeças)	361.429	300.154	151.296	261.559	72,9%<br />
 	Ovinos (Cabeças)	11.076.954	8.890.133	5.858.833	4.182.359	-28,6%<br />
 	Suínos (Cabeças)	14.967.703	11.892.862	12.495.608	16.750.420	34,1%<br />
 	Aves (galinhas/frangas) (Mil cabeças)	146.976	172.106	280.107	644.471	130,1%</p>
<p>  Centro-Oeste	Bovinos (Cabeças)	33.261.006	36.116.293	50.766.496	57.526.794	13,3%<br />
 	Bubalinos (Cabeças)	51.405	65.065	57.505	38.346	-33,3%<br />
 	Equinos (Cabeças)	823.015	886.762	1.024.572	838.492	-18,2%<br />
 	Asininos (Cabeças)	17.628	9.681	11.815	6.678	-43,5%<br />
 	Muares (Cabeças)	128.125	102.052	127.253	102.018	-19,8%<br />
 	Caprinos (Cabeças)	70.620	70.699	58.182	75.945	30,5%<br />
 	Ovinos (Cabeças)	204.032	321.010	620.052	918.672	48,2%<br />
 	Suínos (Cabeças)	2.657.292	2.548.818	2.253.997	3.667.056	62,7%<br />
 	Aves (galinhas/frangas) (Mil cabeças)	18.339	20.368	43.096	168.912	291,9%</p>
<p>Comentários:<br />
•	Em 2006, o efetivo bovino brasileiro foi de 171.6 milhões de cabeças, o que correspondeu a um aumento de 18.6 milhões de animais, ou 12% sobre o efetivo em 1996. Como a taxa de crescimento das pastagens plantadas, no período, foi de apenas 1.8% e as pastagens naturais recuaram 26.6%, conclui-se ter havido importantes avanços na produtividade da bovinocultura no Brasil, fato comprovado pelo IBGE com a comprovação do incremento na capacidade de lotação animal das pastagens. De acordo com os resultados do Censo, a área média de pastagem por cabeça de bovino em 2006 foi de 0.93/hectare, contra 1.16/hectares, em 1996; um incremento de 20%, no período. Foi de 1.48, em 1980;<br />
•	A região norte foi a maior responsável por esta expansão do rebanho bovino, com aumento do plantel de 14 milhões de cabeças (81%). De 1996 para 2006, a participação do rebanho bovino da região no total nacional, saltou de 11.3%, para 18.3%; em 1980, era de apenas 3.3%. Nesta região, a taxa de expansão das pastagens plantadas (40%), coincidiu com a taxa de redução nas pastagens naturais, no período (processo de substituição).<br />
•	No nordeste, o efetivo bovino aumentou 2.8 milhões de cabeças (10.9%); no sudeste houve redução de 1.9 milhão de animais (-5.3%); no sul, a redução foi de 2.9 milhões de cabeças (-10.9%); e no centro-oeste, o incremento foi de 13.3%, ou 6.7 milhões de animais.</p>
<p>6.1 - Brasil e Regiões - Efetivo bovino, por grupos de áreas</p>
<p>Tabela 16 - Efetivo de bovinos nos estabelecimentos agropecuários com mais de 50 cabeças, por grupos de área (2006)</p>
<p>Grupos de área total	Brasil	Norte	Nordeste	Sudeste	Sul	Centro-Oeste<br />
Total	138.494.103	28.023.947	15.025.263	26.378.561	14.855.368	54.210.964<br />
até menos de 100 ha<br />
 cabeças	21.244.108	5.545.948	2.934.991	6.123.676	2.663.202	3.976.291<br />
 % sobre o total da respectiva região	 	19,80%	19,50%	23,20%	17,90%	7,30%<br />
% sobre o total nacional	15,3%	4,0%	2,1%	4,4%	1,9%	2,9%</p>
<p>de 100 ha a menos de 500 ha<br />
 cabeças	41.122.576	8.475.327	5.732.432	10.945.413	5.535.828	10.433.576<br />
 % sobre o total da respectiva região	 	30,20%	38,20%	41,50%	37,30%	19,20%<br />
% sobre o total nacional	29,7%	6,1%	4,1%	7,9%	4,0%	7,5%</p>
<p>De 500 a menos de 1000 ha<br />
 cabeças	19.804.905	3.332.243	2.357.953	3.887.246	2.751.623	7.475.840<br />
 % sobre o total da respectiva região	 	11,90%	15,70%	14,70%	18,50%	13,80%<br />
% sobre o total nacional	14,3%	2,4%	1,7%	2,8%	2,0%	5,4%</p>
<p>De 1.000 ha e mais<br />
 cabeças	55.967.466	10.606.204	3.865.619	5.352.389	3.836.217	32.307.037<br />
 % sobre o total da respectiva região	 	37,80%	25,70%	20,30%	25,80%	59,60%<br />
% sobre o total nacional	40,4%	7,7%	2,8%	3,9%	2,8%	23,3%</p>
<p>Destacamos da tabela acima:<br />
•	em 2006, no Brasil, considerando o efetivo de bovinos nos estabelecimentos com mais de 50 cabeças, 40.4% deste universo, ou 56 milhões de cabeças, estavam nos estabelecimentos do grupo de área acima de 1.000 hectares, assim distribuídos, por região: norte = 7.7%; nordeste = 2.8%; sudeste = 3.9%; sul = 2.8%; e centro-oeste = 23.3%;<br />
•	no norte, do rebanho de 28 milhões de cabeças, a maior parte estava localizada nos estabelecimentos de 1.000 hectares e mais (37.8%);<br />
•	no nordeste, sudeste e sul, a maior parte do efetivo bovino estava localizada nos estabelecimentos de 100 a menos de 500 hectares, nas seguintes proporções: 38.2%; 41.5% e 37.3%;<br />
•	os estabelecimentos até menos de 10 hectares respondiam por 15.3% do total bovino.</p>
<p>6.2 - Brasil e Regiões – Plantel Suíno</p>
<p>Tabela 17 – Brasil - Efetivo de suínos em estabelecimentos agropecuários - série histórica (1980/2006)<br />
Brasil, Região e UF	Ano<br />
	1980	1985	1996	2006<br />
Brasil	32.628.723	30.481.278	27.811.244	31.189.339<br />
  Norte	1.855.406	2.560.102	2.207.280	1.598.928<br />
  Nordeste	7.325.470	7.872.805	6.357.716	3.940.442<br />
  Sudeste	5.822.852	5.606.691	4.496.643	5.232.493<br />
  Sul	14.967.703	11.892.862	12.495.608	16.750.420<br />
  Centro-Oeste	2.657.292	2.548.818	2.253.997	3.667.056</p>
<p>•	O plantel suíno, em 2006, de 31.189 mil cabeças, foi 3.4 milhões de cabeças superior ao de 1996 (12.1%), mas inferior às 32.6 milhões de cabeças em 1980;<br />
•	A região sul ampliou a sua liderança no efetivo de suínos. Em 1996, participava com 45% do total; em 2006, saltou para 54%;<br />
•	No norte e no nordeste houve redução do plantel. Destaque-se o caso do nordeste cujo efetivo suíno reduziu 2.4 milhões de cabeças; de 23% do total nacional em 1996, caiu para 13% em 2006.</p>
<p>Tabela 18 – A – Brasil e Regiões - Efetivo de suínos nos estabelecimentos agropecuários, por grupos de área (2006) - cabeças</p>
<p>Grupos de área total	Brasil	Norte	Nordeste	Sudeste	Sul	Centro-Oeste<br />
Total	31.189.339	1.598.928	3.940.442	5.232.493	16.750.420	3.667.056</p>
<p>até menos de 10 há<br />
 cabeças	7.155.764	301.629	1.827.653	969.043	3.725.651	331.788<br />
 % sobre o total da respectiva região	 	18,90%	46,40%	18,50%	22,20%	9,00%<br />
% sobre o total nacional	22,9%	1,0%	5,9%	3,1%	11,9%	1,1%<br />
de 10 a menos de 100 há<br />
 cabeças	16.976.924	696.278	1.299.004	2.161.788	11.186.531	1.633.323<br />
 % sobre o total da respectiva região	 	43,50%	33,00%	41,30%	66,80%	44,50%<br />
% sobre o total nacional	54,4%	2,2%	4,2%	6,9%	35,9%	5,2%<br />
de 100 a menos de 1.000<br />
 cabeças	4.773.181	427.829	406.573	1.577.983	1.510.432	850.364<br />
 % sobre o total da respectiva região	 	26,80%	10,30%	30,20%	9,00%	23,20%<br />
% sobre o total nacional	15,3%	1,4%	1,3%	5,1%	4,8%	2,7%<br />
de 1.000 a mais<br />
 cabeças	1.588.758	80.695	62.707	470.902	139.452	835.002<br />
 % sobre o total da respectiva região	 	5,00%	1,60%	9,00%	0,80%	22,80%<br />
% sobre o total nacional	5,1%	0,3%	0,2%	1,5%	0,4%	2,7%<br />
Produtor sem área<br />
 cabeças	694.712	92.497	344.505	52.777	188.354	16.579<br />
 % sobre o total da respectiva região	 	5,80%	8,70%	1,00%	1,10%	0,50%<br />
% sobre o total nacional	0,2%	0,0%	0,1%	0,0%	0,1%	0,0%</p>
<p>Destacamos da tabela acima:<br />
•	em 2006, no Brasil, 54.4% do efetivo suíno, ou 17 milhões de cabeças, estavam nos estabelecimentos no grupo de área acima de 10 a menos de 100 hectares, assim distribuídos, por região: norte = 2.2%; nordeste = 4.2%; sudeste = 6.9%; sul = 35.9%; e centro-oeste = 5.2%. Juntos, estes estabelecimentos com os menores que 10 hectares respondiam por 77.3% do efetivo suíno.<br />
•	no nordeste, justamente onde ocorreu a maior redução, 46.4% do efetivo suíno de 3.9 milhões de cabeças, estava localizada nos estabelecimentos menores de 10 hectares. Nas demais regiões, a maior parte do efetivo suíno se concentrava nos estabelecimentos de 10 a menos de 100 hectares.</p>
<p>6.3 - Brasil e Regiões – Plantel de Aves</p>
<p>Tabela 19 - Efetivo de aves em estabelecimentos agropecuários - série histórica (1980/2006) - Mil cabeças<br />
Brasil e Região	Ano<br />
	1980	1985	1996	2006<br />
Brasil	413.180	436.809	718.538	1.401.341<br />
Norte	13.929	18.273	27.373	30.388<br />
Nordeste	64.727	78.473	103.058	120.399<br />
Sudeste	169.210	147.588	264.904	437.170<br />
Sul	146.976	172.106	280.107	644.471<br />
Centro-Oeste	18.339	20.368	43.096	168.912</p>
<p>•	O efetivo de aves cresceu 95% de 1996 para 2006;<br />
•	o sul ampliou a sua participação no total nacional: de 39% em 1996, passou para 46% em 2006, graças ao crescimento do seu efeivo de aves em 130% no período;<br />
•	0 centro-oeste apresentou a segunda maior taxa de expansão: 292% o que fez dobrar a sua participação no total nacional, de 6%, para 12%;<br />
•	as regiões norte e nordeste apresentaram crescimento discreto.</p>
<p>Tabela 19-A - Brasil e Regiões - Efetivo de aves nos estabelecimentos agropecuários, por grupos de área (2006) - cabeças</p>
<p>Grupos de área total	Brasil	Norte	Nordeste	Sudeste	Sul	Centro-Oeste<br />
Total	1.401.341	30.388	120.399	437.170	644.471	168.912<br />
até menos de 10 hectares<br />
 cabeças	419.302	5.214	44.089	132.495	186.073	51.431<br />
 % sobre o total da respectiva região	 	17,2%	36,6%	30,3%	28,9%	30,4%<br />
% sobre o total nacional	29,9%	0,4%	3,1%	9,5%	13,3%	3,7%</p>
<p>de 10 a menos de 100 hectares<br />
 cabeças	732.192	17.131	44.915	194.824	410.391	64.932<br />
 % sobre o total da respectiva região	 	56,4%	37,3%	44,6%	63,7%	38,4%<br />
% sobre o total nacional	52,2%	1,2%	3,2%	13,9%	29,3%	4,6%</p>
<p>de 100 a menos de 1.000 hectares<br />
 cabeças	187.543	6.535	23.869	80.284	37.934	38.923<br />
 % sobre o total da respectiva região	 	21,5%	19,8%	18,4%	5,9%	23,0%<br />
% sobre o total nacional	13,4%	0,5%	1,7%	5,7%	2,7%	2,8%</p>
<p>1.000 hectares e mais<br />
 cabeças	62.305	1509	7.528	29.569	10.073	13.626<br />
 % sobre o total da respectiva região	 	5,0%	6,3%	6,8%	1,6%	8,1%<br />
% sobre o total nacional	4,4%	0,1%	0,5%	2,1%	0,7%	1,0%</p>
<p>Da tabela acima, destacamos:<br />
. em 2006, 52.2% do efetivo de aves estavam nos estabelecimentos no grupo de área acima de 10 a menos de 100 hectares, assim distribuídos, por região: norte = 1.2%; nordeste = 3.2%; sudeste = 13.9%; sul = 29.3%; e centro-oeste = 4.6%. Junto com os estabelecimentos menores que 10 hectares respondiam por 81% do efetivo de aves em 2006.</p>
    ]]></content>
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  <entry>
    <title>Pastoral da Terra critica imprensa por divulgação de ação do MST</title>
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    <id>http://www.reformaagraria.org/node/730</id>
    <published>2009-10-08T10:53:04-03:00</published>
    <updated>2009-10-08T11:05:10-03:00</updated>
    <author>
      <name>abra</name>
    </author>
    <category term="Notícias" />
    <summary type="html"><![CDATA[<p>"Para a CPT, a divulgação somente uma semana depois da ocupação do MST foi uma forma de dar argumentos para os parlamentares reapresentarem no Congresso uma CPI para investigar entidades ligadas ao movimento".<br />
 CPT (Comissão Pastoral da Terra) criticou nesta terça-feira a divulgação pela imprensa da ação de integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) na ocupação da fazenda Santo Henrique, na divisa dos municípios de Iaras e Lençóis Paulista, em São Paulo.</p>
    ]]></summary>
    <content type="html"><![CDATA[<p>"Para a CPT, a divulgação somente uma semana depois da ocupação do MST foi uma forma de dar argumentos para os parlamentares reapresentarem no Congresso uma CPI para investigar entidades ligadas ao movimento".</p>
<p> CPT (Comissão Pastoral da Terra) criticou nesta terça-feira a divulgação pela imprensa da ação de integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) na ocupação da fazenda Santo Henrique, na divisa dos municípios de Iaras e Lençóis Paulista, em São Paulo.</p>
<p>Segundo a CPT, a ocupação ocorreu no dia 28 de setembro deste ano e a imprensa "requentou" a notícia ao divulgar a ação apenas a partir da última segunda-feira (5), quando os sem-terra destruíram parte de um laranjal que existe na propriedade.</p>
<p>Segundo o movimento, a área é pública, e não particular, e os pés de laranja foram derrubados para dar espaço a plantações de feijão e milho. Após negociação com a Polícia Militar, integrantes do MST aceitaram hoje deixar pacificamente a fazenda.</p>
<p>O laranjal é administrado pela Sucocítrico Cutrale, uma das maiores produtoras de suco de laranja do mundo. Segundo a empresa, além de derrubar os pés de laranja, os sem-terra destruíram tratores e equipamentos, vasculharam o escritório e deixaram muita sujeira.</p>
<p>Segundo Carlos Otero, representante da Cutrale, a empresa fará um inventário para relacionar os equipamentos que foram destruídos ou furtados. Ainda não uma previsão de quanto foi o prejuízo.</p>
<p>Os sem-terra informaram que foram derrubados cinco hectares de plantação de laranja, ou seja, 50 mil metros quadrados. A Cutrale, por sua vez, informou que no local há 1 milhão de pés de laranja e que mais de sete mil foram destruídos. Segundo a empresa, 300 funcionários foram expulsos da fazenda pelos sem-terra.</p>
<p>Para a CPT, a divulgação somente uma semana depois da ocupação do MST foi uma forma de dar argumentos para os parlamentares reapresentarem no Congresso uma CPI para investigar entidades ligadas ao movimento.</p>
<p>"A ação do MST do dia 28, que ao ser divulgada pela primeira vez não provocara muita reação, poderia dar a munição necessária para novamente se propor uma CPI contra o MST. E numa ação articulada entre os interesses da grande mídia, da bancada ruralista do Congresso e dos defensores do agronegócio, se lançaram novamente as imagens da ocupação da fazenda da Cutrale", afirma a CPT por meio de nota.</p>
<p>A CPT também contesta a posição dos parlamentares da bancada ruralista que defendem a instalação da CPI e sugere que entidades ligadas ao agronegócio sejam investigadas.</p>
<p>"Por que a bancada ruralista se empenha tanto em querer destruir os movimentos dos trabalhadores rurais? Por que não se propõe uma grande investigação parlamentar sobre os recursos repassados às entidades do agronegócio, ao perdão rotineiro das dívidas dos grandes produtores que não honram seus compromissos com as instituições financeiras?", diz a CPT.</p>
<p>07/10/2009 - 19h04<br />
da Folha Online</p>
    ]]></content>
  </entry>
  <entry>
    <title>VI Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária - Brasil Rural Contemporâneo</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.reformaagraria.org/node/729" />
    <id>http://www.reformaagraria.org/node/729</id>
    <published>2009-10-07T12:38:30-03:00</published>
    <updated>2009-10-07T12:41:56-03:00</updated>
    <author>
      <name>abra</name>
    </author>
    <summary type="html"><![CDATA[<p>O maior evento da agricultura familiar da América Latina</p>
    ]]></summary>
    <content type="html"><![CDATA[<p>O maior evento da agricultura familiar da América Latina</p>
<p>O Brasil Rural Contemporâneo é a sexta edição da Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária. O evento que retorna ao Rio de Janeiro é o maior espaço de exposição e venda de produtos da agricultura familiar na América Latina. As cinco edições anteriores – quatro em Brasília (DF) e uma no Rio de Janeiro - reuniram 2.350 empreendimentos agroindustriais e artesanais, movimentaram R$ 40 milhões em vendas diretas e Rodadas de Negócios, que promovem negócios diretos entre empreendimentos da agricultura familiar e grupos compradores de redes de supermercados, hotéis e restaurantes. Nas cinco edições, mais de 600 mil pessoas visitaram os estandes, compraram e saborearam produtos e se divertiram com espetáculos e apresentações culturais. </p>
<p>25 mil metros quadrados de área<br />
O Brasil Rural Contemporâneo ocupa 25 mil metros quadrados na Marina da Glória. A produção de agricultores familiares e assentados da reforma agrária de todo o País será exposta em cinco ambientes regionais, ocupados por 27 estandes coletivos estaduais de expositores das regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. </p>
<p>A área coberta conta com seis espaços temáticos – Amazônia, Praça da Cachaça, Praça dos Orgânicos, Praça do Artesanato/Ofícios, Talentos do Brasil e Organização Produtiva das Mulheres Rurais – e sete espaços de redes de cooperativas e associações. Nestes locais, que reúnem até 16 expositores, o visitante pode ver, degustar e comprar diretamente produtos de qualidade. </p>
<p>A área construída abriga também o Espaço Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Espaço Territórios da Cidadania/Territórios Digitais, Casa do Incra, o Espaço NEAD, o Espaço Mais Alimentos, o Espaço Brincante e o Espaço Excelência em ATER. </p>
<p>Um espaço de grandes negócios<br />
O Brasil Rural Contemporâneo é mais que um ambiente de convivência e lazer. É também um espaço de grandes negócios, que vão além das vendas diretas nos estandes durante os seis dias de Feira. Um desses espaços é a Rodada de Negócios, que proporciona contato direto entre agricultores familiares e atacadistas, varejistas e representantes de redes de supermercados e de hotéis. </p>
<p>Serviços<br />
Brasil Rural Contemporâneo – VI Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária<br />
Quando – De 7 a 12 de outubro de 2009<br />
Local – Marina da Glória – RJ<br />
Ingressos - Na bilheteria da Marina da Glória. A venda dos ingressos começa neste domingo (4), a partir das 10:00 hs. </p>
<p>Horários da Feira<br />
De quarta-feira (7) à sexta-feira (9) – Das 13h ás 22h<br />
De sábado (10) à segunda-feira (12) – Das 10h ás 22h<br />
Caixas Eletrônicos: o Banco do Brasil e a Caixa vão disponibilizar quatro caixas eletrônicos para os visitantes.<br />
Posto Médico: ponto de atendimento médico e com ambulância<br />
Alimentação: Serão cinco espaços onde é possível saborear a alimentação saudável e a culinária típica<br />
maiores informações: <a href="http://portal.mda.gov.br/feira2009/" title="http://portal.mda.gov.br/feira2009/">http://portal.mda.gov.br/feira2009/</a></p>
    ]]></content>
  </entry>
  <entry>
    <title>IV Simpósio Internacional de geografia agrária - A QUESTÃO (DA REFORMA) AGRÁRIA NA AMÉRICA LATINA:</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.reformaagraria.org/node/728" />
    <id>http://www.reformaagraria.org/node/728</id>
    <published>2009-10-07T12:31:34-03:00</published>
    <updated>2009-10-07T12:37:42-03:00</updated>
    <author>
      <name>abra</name>
    </author>
    <summary type="html"><![CDATA[<p>Instituto de Geociências/UFF<br />
Niterói – Brasil<br />
29/10/2009 a 02/11/2009</p>
    ]]></summary>
    <content type="html"><![CDATA[<p>Instituto de Geociências/UFF<br />
Niterói – Brasil<br />
29/10/2009 a 02/11/2009</p>
<p>Até a década de 1970, a problemática agrária esteve no centro do debate teórico-político na América Latina. Desde então, profundas transformações sociogeográficas fizeram com que a região passasse por um intenso processo de desruralização e sub-urbanização, além da mobilidade da população entre países da região e do êxodo para além das fronteiras regionais. Ao mesmo tempo, uma nova fase do desenvolvimento das forças produtivas (Revolução Verde, por exemplo) aprofundava a velha inserção na divisão internacional do trabalho como região fornecedora de matérias primas e alimentos. Em função dos evidentes índices de aumento da produtividade acreditou-se que o "atraso" havia sido superado e que a problemática agrária havia deixado de ser um problema. O mundo acadêmico praticamente abandonou o tema enquanto questão teórico-política, chegando mesmo a sancionar uma expressão - agronegócio - que em si mesma revela a dimensão a que a questão agrária ficou reduzida, ainda que alguns intelectuais tenham insistido na defesa da importância da questão agrária - entendida como o agrário sendo posto em questão.<br />
Ao mesmo tempo, a crise das políticas que capturaram os estados para fins corporativos, conforme orientação do Banco Mundial, do FMI e da OMC e seguida à risca, quando não protagonizada, por governos até muito recentemente à testa em todos os países da região (exceção à Cuba), vem ensejando que novas experiências de governos venham se manifestando onde a questão agrária volta a tomar força. Em alguns desses países, como a Argentina e a Bolívia, sobretudo, o bloco de poder oligárquico latifundiário-financeiro-técnico-industrial-midiático vem capitaneando a resistência contra os governos que, de um modo mais ou menos intenso, vêm buscando novas políticas, se mostrando como uma herança viva das políticas ensejadas pelo chamado Consenso de Washington, conforme se pode ver em Santa Cruz de la Sierra e nos sucessivos bloqueios de estradas recentes na Argentina.<br />
Enfim, a questão agrária não é mais aquela e se vê agora imbricada com uma série de outras questões postas por novos protagonistas, alguns diretamente ligados às contradições internas do próprio padrão de acumulação do capital no mundo agrário, como é o caso dos sem-terra. Novas formações político-identitárias passam a fazer parte do léxico político como populações remanescentes de quilombos (cimarrones, cumbes, pallenques), como mulheres (campesinas, quebradeiras de coco babaçu e outras identidades associadas a gênero), como populações tradicionais, como indígenas, como povos originários, ensejando novos conceitos teórico-políticos como, por exemplo, campesíndio (Armando Bartra) que permite recuperar a expressão indigenato cunhada por Darcy Ribeiro para designar o camponês etnicamente diferenciado e, assim, abrir possibilidades teóricas de entendermos os camponeses culturalmente diferenciados que se apresentam como seringueiros, geraizeiros, retireiros, catingueiros, caiçaras, enfim, um sem-número de formações político-identitárias que não só recolocam em debate o cerne da questão (da reforma) agrária - a enorme concentração fundiária (e de poder) ainda mais agravada com os latifúndios monocultores de exportação - como também novos desafios teórico-políticos como a questão ambiental e do padrão (das relações sociais e de poder) tecnológico. Enfim, a natureza e a cultura se politizam e, assim, dão centralidade a novos conceitos e processos como território-territorialidade-territorialização.<br />
Tudo isso nos impele a uma análise crítica das experiências (e das teorias) de reforma agrária na América Latina - do México de ontem ao zapatismo de hoje. Mesmo Cuba que poderia ser tomada como exemplo de uma reforma agrária radical viria experimentar os dilemas e contradições do significado das grandes monoculturas de exportação, sobretudo após a crise dos regimes socialistas pós 1989, o que obrigou o país a fechar metade de suas usinas de açúcar nos anos 1990 e abrir um sério debate acerca da soberania alimentar.<br />
O fato é que a questão vem adquirindo novos contornos e se complexificando. O que é a questão (da reforma) agrária hoje? Que perspectivas de reforma agrária se apresentam no horizonte político concreto?<br />
Enfim, queremos afirmar a importância da construção de um debate sobre o campo que transcenda os limites da Geografia Agrária enquanto um saber específico. Para isso, o IV Simpósio Internacional de Geografia Agrária e o V Simpósio Nacional de Geografia Agrária pretendem reunir os melhores especialistas na questão de toda a América Latina assim como convidar lideranças de movimentos sociais que vêm protagonizando o debate político em torno dessa questão.<br />
Neste evento daremos continuidade ao caráter interinstitucional que tanto sucesso trouxe ao último SINGA realizado em Londrina - PR, com uma parceria entre dois cursos de Geografia (UFF e UERJ), Programa de Pós-graduação em Geografia da UFF e o apoio de outros programas de estudos e pesquisas no campo (como o CPDA-UFRRJ, NERA/UNESP e Laboratório de Geografia Agrária/USP) todos vinculados à instituições públicas.</p>
<p>maiores informações: <a href="http://www.uff.br/vsinga/index.htm" title="http://www.uff.br/vsinga/index.htm">http://www.uff.br/vsinga/index.htm</a></p>
    ]]></content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Seminário Internacional: Segurança alimentar e segurança energética</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.reformaagraria.org/node/726" />
    <id>http://www.reformaagraria.org/node/726</id>
    <published>2009-10-07T12:03:43-03:00</published>
    <updated>2009-10-07T12:07:26-03:00</updated>
    <author>
      <name>abra</name>
    </author>
    <summary type="html"><![CDATA[<p>O DEBATE sobre a produção de alimentos versus a produção de biocombustíveis (etanol, biodiesel etc.) vem tomando a agenda de pesquisas, o universo das análises, dos programas governamentais, das ações das agências multilaterais, das estratégias empresariais, de movimentos sociais, além de rodadas e negociações internacionais. O Brasil, em particular, tem assumido uma posição de destaque no âmbito dessas discussões, bem como, no contexto dos países europeus, a França mostra especial interesse no tratamento desse tema.</p>
    ]]></summary>
    <content type="html"><![CDATA[<p>O DEBATE sobre a produção de alimentos versus a produção de biocombustíveis (etanol, biodiesel etc.) vem tomando a agenda de pesquisas, o universo das análises, dos programas governamentais, das ações das agências multilaterais, das estratégias empresariais, de movimentos sociais, além de rodadas e negociações internacionais. O Brasil, em particular, tem assumido uma posição de destaque no âmbito dessas discussões, bem como, no contexto dos países europeus, a França mostra especial interesse no tratamento desse tema. O projeto de seminário internacional ora proposto visa aprofundar a discussão em torno desse ponto, explorando limites, alcances, sinergias e conflitos, com base nos resultados de estudos especializados, particularmente aqueles afeitos às áreas de Ciências Humanas e de Ciências Sociais Aplicadas.</p>
<p>LOCAL DO EVENTO<br />
BNDES - Av. Chile, 100 - Centro, Rio de Janeiro, RJ</p>
<p>Maiores informações e inscrições:http://frbr2009seminario.sites.uol.com.br/index.html</p>
    ]]></content>
  </entry>
  <entry>
    <title>OS TENTÁCULOS DO AGRONEGÓCIO E A ARTE DE LUDIBRIAR O POVO: a atualização dos índices de produtividade em destaque</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.reformaagraria.org/node/725" />
    <id>http://www.reformaagraria.org/node/725</id>
    <published>2009-09-10T15:47:19-03:00</published>
    <updated>2009-09-10T15:49:13-03:00</updated>
    <author>
      <name>abra</name>
    </author>
    <category term="Capa" />
    <summary type="html"><![CDATA[<p>O Poder proveniente dos setores ligados ao agronegócio, mais uma vez, reaparece perante a sociedade com toda a virulência que lhe é corriqueira. Bastou identificarem uma possibilidade de derrota na esfera política, que todos os “braços” e entidades ligadas ao setor rearticulam-se imediatamente. Estamos falando da atualização dos índices de produtividade, os quais deveriam ser revistos periodicamente, de acordo com a lei 8.629/93, mas por pressão do setor mais conservador do país, está estacionado com índices referentes a 1975.</p>
    ]]></summary>
    <content type="html"><![CDATA[<p>O Poder proveniente dos setores ligados ao agronegócio, mais uma vez, reaparece perante a sociedade com toda a virulência que lhe é corriqueira. Bastou identificarem uma possibilidade de derrota na esfera política, que todos os “braços” e entidades ligadas ao setor rearticulam-se imediatamente. Estamos falando da atualização dos índices de produtividade, os quais deveriam ser revistos periodicamente, de acordo com a lei 8.629/93, mas por pressão do setor mais conservador do país, está estacionado com índices referentes a 1975.</p>
<p> Além do mais, podemos lembrar, que as organizações ligadas ao agronegócio não só atrasam a modificação dos índices de produtividade, como também emperram a votação da PEC responsável pela erradicação do trabalho escravo, apesar de não reclamarem, da pouco debatida e aprovada a toque de caixa, conhecida MP da Grilagem.</p>
<p> Os interesses deste grande setor são certamente responsáveis pela forma histórica de desenvolvimento econômico brasileiro. Uma história construída pela estrutura latifundiária iniciada pelas Sesmarias, com a força de trabalho escravizada do indígena e do negro, baseada no monocultivo predador voltado basicamente para exportação, sendo conhecida em determinado período como plantation. Realidade, que na época contava com a desinformação popular e repressão a qualquer tipo de resistência a algum modelo não só de agricultura, como de sociedade diferente do vigente. Relembremos exemplos clássicos, como o destino de movimentos considerados à época pejorativamente rebeldes, pelas forças constituídas, a exemplo de Canudos ou do Quilombo dos Palmares, os quais contrariavam a política vigente em diversos aspectos, inclusive na busca pela auto-suficiência agrícola.</p>
<p> Hoje, a realidade do campo brasileiro constituí-se, nada mais nada menos, da mesma estrutura latifundiária, só que agora não só na mão dos grandes fazendeiros, mas também das multinacionais, dependente ainda do suor e do sangue do bóia-fria, que em grande escala ainda trabalha em precárias condições, quando não é utilizada mão-de-obra análoga à escrava, preponderando ainda as áreas de monocultivo para exportação sendo focado sempre o mercado e as divisas arrecadadas frente aos anseios ambientais e as necessidades alimentares do povo brasileiro.</p>
<p>Tendo por base toda esta estrutura histórica, a força dos setores ligados ao agronegócio espalha-se por todas as esferas de poder, impedindo que qualquer tipo de medida progressista possibilite algum avanço que progrida para uma política de reforma agrária. Isto poderia significar, perda do poder real deste setor e conseqüentemente diminuição do seu poder de pressão diante do Estado e na sociedade civil.</p>
<p>Assim, eles buscam de todas as formas enganar o povo utilizando-se da bancada que possuem no Congresso Nacional, fazendo pressão para que a portaria que atualiza os índices não seja assinada, como ocorreu, ou através de suas influências nos meios de comunicação focam tanto na mídia televisiva quanto na mídia escrita, soltando matérias já debatidas em outros períodos com o propósito de criminalizarem e deslegitimarem a ação dos movimentos sociais perante a opinião pública, em um momento de vitória dos trabalhadores como foi colocar o debate dos índices na pauta política.  </p>
<p>Logo, não nos enganemos! Por trás do já discutido repasse de verbas recebidas, sobretudo, para qualificação profissional dos trabalhadores e estruturação de acampamentos e assentamentos de reforma agrária, que estão muito aquém dos valores angariados pelo setor do agronegócio, utilizados, principalmente, para arrolamento de dívidas bilionárias, está em jogo uma brecha de avanço do poder popular. Avanço observado no resultado da luta social realizada, que significaria muito pouco caso inexista vontade política para vistoria de áreas possivelmente improdutivas, mesmo se a modificação dos índices tivessem ocorrido. No entanto, pode caracterizar o reinicio do fortalecimento das organizações ligadas aos trabalhadores do campo, que através de uma Jornada de Lutas chamou a atenção da população e dos poderes constituídos sobre a importância de até agora, só cumprir o estabelecido em l ei, atualizando o índice de produtividade e realizando a Reforma Agrária.</p>
<p>Mais uma vez na história, a força do agronegócio tenta impedir avanços sociais e populares, utilizando-se dos variados meios que possuem para tapar este avanço gerador do debate que cobrou a atualização dos índices. Resta saber até quando o povo continuará sendo engolido pela repetida roda da história. O avanço da luta dirá!     </p>
<p>Gladstone Leonel da Silva Júnior é mestrando em Direito Agrário pela UNESP (Universidade Estadual Paulista), advogado e militante da Consulta Popular.</p>
    ]]></content>
  </entry>
  <entry>
    <title>ABRA será &quot;lançada&quot; no Tocantins em parceria com a UFT e Movimentos Sociais</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.reformaagraria.org/node/724" />
    <id>http://www.reformaagraria.org/node/724</id>
    <published>2009-08-03T14:28:10-03:00</published>
    <updated>2009-08-03T14:29:51-03:00</updated>
    <author>
      <name>abra</name>
    </author>
    <category term="Notícias" />
    <summary type="html"><![CDATA[<p>1. O EVENTO<br />
 Os movimentos sociais e entidades da sociedade civil organizada, abaixo relacionadas, conclamam todos a participarem das atividades do “Dia Nacional de Luta das Trabalhadoras Rurais” com a temática: “REFORMA AGRÁRIA E EMANCIPAÇÃO SOCIAL”.<br />
  Um momento de diálogo entre a Sociedade, os Movimentos e a Universidade, espaço não só de reflexão, mas de debate, proposição e encaminhamentos sobre a Reforma Agrária.<br />
2. OBJETIVOS</p>
    ]]></summary>
    <content type="html"><![CDATA[<p>1. O EVENTO</p>
<p> Os movimentos sociais e entidades da sociedade civil organizada, abaixo relacionadas, conclamam todos a participarem das atividades do “Dia Nacional de Luta das Trabalhadoras Rurais” com a temática: “REFORMA AGRÁRIA E EMANCIPAÇÃO SOCIAL”.<br />
  Um momento de diálogo entre a Sociedade, os Movimentos e a Universidade, espaço não só de reflexão, mas de debate, proposição e encaminhamentos sobre a Reforma Agrária.</p>
<p>2. OBJETIVOS</p>
<p>·         Promover o debate e a reflexão sobre a temática “Reforma Agrária e Emancipação Social”, especialmente levando em conta que o dia 12 de agosto é o dia nacional de luta das trabalhadoras rurais.</p>
<p>·         Incentivar uma nova agenda de pesquisas e projetos no horizonte de alternativas de desenvolvimento;</p>
<p>·         Lançamento de escritório descentralizado do ABRA – Associação Brasileira de Reforma Agrária – no Tocantins, com o intuito de articular as demandas da sociedade civil com a Universidade e o pensamento crítico na região norte.</p>
<p>3. DATA E LOCAL:</p>
<p>DATA: 12 de agosto de 2009.<br />
Horário: das 9:00 as 12:00 e das 14:00 às 17:30<br />
LOCAL: CUICA (UFT Câmpus de Palmas)</p>
<p>4. PROGRAMAÇÃO:</p>
<p>        9:00 – Mesa: Reflexão sobre a Reforma Agrária: Problemáticas e Possibilidades</p>
<p>Palestrantes: Sonia Novaes Guimaraes Moraes (vice-presidente do ABRA), Simone Pereira (MST), William Clementino da Silva (CONTAG) e Claudomiro Godoy (UFT). Mediador: Paulo Gonçalves. </p>
<p>                14:00 – Mesa: A Reforma Agrária no Tocantins</p>
<p>Palestrantes: Manoel Barbosa de Moraes (FETAET); Silvano Resende (CPT); Natal Alves Rodrigues (MST-TO) e Cirineu Rocha (MAB). Mediadora: Shirley Andrade. </p>
<p>                16:30 - Construção da ABRA no Tocantins</p>
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    <title>Lançamento da ABRA no Tocantins</title>
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    <published>2009-08-03T11:51:37-03:00</published>
    <updated>2009-08-03T11:57:29-03:00</updated>
    <author>
      <name>abra</name>
    </author>
    <summary type="html"><![CDATA[<p>"Reforma Agrária e Emancipação Social"<br />
Debates a partir das 9h com representantes da ABRA, MST, CONTAG, FETAET, CPT, MAB e UFT.<br />
Organizado pela ABRA-TO, com o apoio da Universidade Federal do Tocantins.<br />
Local: CUICA (Campus da UFT)<br />
Das 9h às 17:30h.</p>
    ]]></summary>
    <content type="html"><![CDATA[<p>"Reforma Agrária e Emancipação Social"</p>
<p>Debates a partir das 9h com representantes da ABRA, MST, CONTAG, FETAET, CPT, MAB e UFT.<br />
Organizado pela ABRA-TO, com o apoio da Universidade Federal do Tocantins.</p>
<p>Local: CUICA (Campus da UFT)<br />
Das 9h às 17:30h.</p>
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    <title>Homenagem ao prof. Tamás Szmrecsányi</title>
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    <published>2009-07-20T14:06:28-03:00</published>
    <updated>2009-07-20T14:09:42-03:00</updated>
    <author>
      <name>abra</name>
    </author>
    <summary type="html"><![CDATA[<p>MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO<br />
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA  INCRA<br />
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE SÃO PAULO  SR(08)<br />
C O N V I T E<br />
HOMENAGEM AO PROF. TAMÁS SZMRECSÁNYI<br />
21 de Julho de 2009,  às 15:00h<br />
Auditório do Incra - SP</p>
    ]]></summary>
    <content type="html"><![CDATA[<p>MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO<br />
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA  INCRA</p>
<p>SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE SÃO PAULO  SR(08)</p>
<p>C O N V I T E</p>
<p>HOMENAGEM AO PROF. TAMÁS SZMRECSÁNYI</p>
<p>21 de Julho de 2009,  às 15:00h</p>
<p>Auditório do Incra - SP</p>
<p>A Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em São Paulo (INCRA/SP) tem a honra de convidar V.Sa. para a cerimônia de homenagem ao Prof. TAMÁS JÓZSEF MÁRTON KÁROLY SZMRECSÁNYI, a ser realizada no próximo dia 21 de julho, a partir das 15 horas, no Auditório do INCRA/SP (Rua Dr. Brasílio Machado, 203  Santa Cecília/SP).</p>
<p>            A cerimônia relembrará a extensa contribuição do Prof. Tamás Szmrecsányi nos campos acadêmicos da História Econômica da Ciência e Tecnologia, da História e Economia da Agroindústria da Cana-de-açúcar, e também sua atuação como Planejador de Políticas Públicas de Desenvolvimento Rural no estado de São Paulo. Em todos os seus estudos afirmava que a Reforma Agrária é uma alternativa de desenvolvimento com justiça social.</p>
<p>Na ocasião ocorrerá o lançamento dos livros Dimensões, riscos e desafios da atual expansão canavieira  Ed. EMBRAPA e Certificação Socioambiental para a Agricultura: Desafios para o Setor Sucroalcooleiro Ed. Imaflora e EduFSCar, que contaram com a co-autoria do professor Tamás.</p>
<p>As atividades serão encerradas com a inauguração da foto do Prof. Tamás Szmrecsányi no Memorial da Reforma Agrária, instalado no andar térreo da sede do Incra-SP, que homenageia homens e mulheres que como o Prof. Tamás contribuíram para o avanço da reforma agrária no estado de São Paulo.</p>
<p>Raimundo Pires Silva<br />
Superintendente Regional<br />
Incra-SP</p>
<p>Programação</p>
<p>15:00  Sessão de Homenagens: Vida e Obra do Prof. Tamás Szmrecsányi</p>
<p>Participações: Oriovaldo Queda (ESALQ), Pedro Ramos (UNICAMP), José Juliano de Carvalho (USP), Silvia Figueirôa (Diretora do Instituto de Geociências  UNICAMP), Plínio de Arruda Sampaio (ABRA), Raimundo Pires Silva (INCRA-SP)</p>
<p>16:30  Lançamento de Livros:</p>
<p>- Dimensões, riscos e desafios da atual expansão canavieira</p>
<p>Autores: Tamás Szmrecsányi, Pedro Ramos, Luiz Octávio Ramos Filho e Alceu de Arruda Veiga Filho</p>
<p>Ed.: Embrapa</p>
<p>(Apresentação: Pedro Ramos (UNICAMP), Luiz Octavio Ramos Filho (EMBRAPA), Alceu de Arruda Veiga Filho (IEA-APTA)</p>
<p>- Certificação Socioambiental para a Agricultura: Desafios para o Setor Sucroalcooleiro</p>
<p>Organizadores: Francisco Alves, José Maria Gusman Ferraz, Luiz Fernando Guedes Pinto e Tamás Szmrecsányi</p>
<p>Ed.: Imaflora / EduFSCar</p>
<p>(Apresentação: Francisco Alves (UFSCar), José Maria Gusman Ferraz (EMBRAPA), Luiz Fernando Guedes Pinto (IMAFLORA), Antonio Osvaldo Storel Jr (INCRA-SP), Daniel Bertoli Gonçalves (UNESP)</p>
<p>17:00  Solenidade de Homenagem ao Prof. Tamás Szmrecsányi no Memorial da Reforma Agrária (Com a presença de Maria Irene Szmrecsányi)</p>
<p>Local: Auditório do INCRA em São Paulo </p>
<p>Rua Brasilio Machado, 203- 8º andar</p>
<p>Santa Cecília  São Paulo-SP</p>
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    <title>III Encontro Terra e Cidadania</title>
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    <id>http://www.reformaagraria.org/node/720</id>
    <published>2009-07-20T14:03:20-03:00</published>
    <updated>2009-07-20T14:05:51-03:00</updated>
    <author>
      <name>abra</name>
    </author>
    <summary type="html"><![CDATA[<p>III ENCONTRO TERRA E CIDADANIA<br />
Socioambientalismo e Moradia<br />
O Instituto de Terras, Cartografia e Geociências do Estado do Paraná (ITCG) promove o III Encontro Terra e Cidadania, visando oferecer um espaço para discussões e reflexões que tratem a terra como abrigo e moradia para o desenvolvimento e a reprodução de modos de fazer, viver e criar de comunidades não inseridas no mercado (em alguns casos, sequer inseridas na economia de mercado).</p>
    ]]></summary>
    <content type="html"><![CDATA[<p>III ENCONTRO TERRA E CIDADANIA<br />
Socioambientalismo e Moradia</p>
<p>O Instituto de Terras, Cartografia e Geociências do Estado do Paraná (ITCG) promove o III Encontro Terra e Cidadania, visando oferecer um espaço para discussões e reflexões que tratem a terra como abrigo e moradia para o desenvolvimento e a reprodução de modos de fazer, viver e criar de comunidades não inseridas no mercado (em alguns casos, sequer inseridas na economia de mercado).</p>
<p>Não restringindo o tratamento da terra a um mero bem jurídico dotado de valor econômico e útil enquanto meio de produção, o Encontro concentra o foco do debate na relação que as comunidades tradicionais, indígenas e pequenos agricultores rurais estabelecem com a terra, a flora e a fauna, assim como no êxodo rural decorrente da negação do acesso a terra e as consequências nocivas ao processo de ocupação territorial urbana, dentre as quais figura a favelização destes povos e a habitação em condições muito precárias.</p>
<p>Também será objeto de debate a avaliação das políticas públicas que se prestam à reforma agrária, à garantia de moradia digna e à defesa da sociodiversidade e da biodiversidade. </p>
<p>O evento conta com a participação de lideranças de movimentos sociais, indígenas e de comunidades tradicionais, bem como membros da sociedade civil organizada, de organizações não governamentais, órgãos públicos federais e estaduais, além de autoridades e especialistas.</p>
<p>informações e inscrições: <a href="http://www.itcg.pr.gov.br" title="www.itcg.pr.gov.br">www.itcg.pr.gov.br</a></p>
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    <title>III ENCONTRO TERRA E CIDADANIA - Socioambientalismo e Moradia</title>
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    <id>http://www.reformaagraria.org/node/719</id>
    <published>2009-07-20T13:50:31-03:00</published>
    <updated>2009-07-20T13:55:57-03:00</updated>
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      <name>abra</name>
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    <category term="Notícias" />
    <summary type="html"><![CDATA[<p>O Instituto de Terras, Cartografia e Geociências do Estado do Paraná (ITCG) promove o III Encontro Terra e Cidadania, visando oferecer um espaço para discussões e reflexões que tratem a terra como abrigo e moradia para o desenvolvimento e a reprodução de modos de fazer, viver e criar de comunidades não inseridas no mercado (em alguns casos, sequer inseridas na economia de mercado).</p>
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    <content type="html"><![CDATA[<p>O Instituto de Terras, Cartografia e Geociências do Estado do Paraná (ITCG) promove o III Encontro Terra e Cidadania, visando oferecer um espaço para discussões e reflexões que tratem a terra como abrigo e moradia para o desenvolvimento e a reprodução de modos de fazer, viver e criar de comunidades não inseridas no mercado (em alguns casos, sequer inseridas na economia de mercado).</p>
<p>Não restringindo o tratamento da terra a um mero bem jurídico dotado de valor econômico e útil enquanto meio de produção, o Encontro concentra o foco do debate na relação que as comunidades tradicionais, indígenas e pequenos agricultores rurais estabelecem com a terra, a flora e a fauna, assim como no êxodo rural decorrente da negação do acesso a terra e as consequências nocivas ao processo de ocupação territorial urbana, dentre as quais figura a favelização destes povos e a habitação em condições muito precárias.</p>
<p>Também será objeto de debate a avaliação das políticas públicas que se prestam à reforma agrária, à garantia de moradia digna e à defesa da sociodiversidade e da biodiversidade. </p>
<p>O evento conta com a participação de lideranças de movimentos sociais, indígenas e de comunidades tradicionais, bem como membros da sociedade civil organizada, de organizações não governamentais, órgãos públicos federais e estaduais, além de autoridades e especialistas.</p>
<p>inscrições: <a href="http://www.itcg.pr.gov.br" title="www.itcg.pr.gov.br">www.itcg.pr.gov.br</a></p>
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    <title>Comentários sobre o Parecer do Relator (Deputado Abelardo Lupion –DEM/PR)</title>
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    <id>http://www.reformaagraria.org/node/718</id>
    <published>2009-07-10T11:48:25-03:00</published>
    <updated>2009-07-10T11:49:43-03:00</updated>
    <author>
      <name>abra</name>
    </author>
    <category term="Notícias" />
    <summary type="html"><![CDATA[<p>Comissão Especial da Câmara dos Deputados Criada para Avaliar e Propor Medidas sobre os Impactos da Crise Financeira Internacional sobre a Agricultura Brasileira.<br />
Responsável: Gerson Teixeira<br />
Brasília, julho de 2009<br />
Esta Nota comenta o Relatório de autoria do Deputado Abelardo Lupion (DEM/PR), divulgado no dia 07/07/2009, relativo às conclusões das atividades da Comissão Especial da Câmara dos Deputados Criada para Avaliar e Propor Medidas sobre os Impactos da Crise Financeira Internacional sobre a Agricultura Brasileira.</p>
    ]]></summary>
    <content type="html"><![CDATA[<p>Comissão Especial da Câmara dos Deputados Criada para Avaliar e Propor Medidas sobre os Impactos da Crise Financeira Internacional sobre a Agricultura Brasileira.<br />
Responsável: Gerson Teixeira<br />
Brasília, julho de 2009 </p>
<p>Esta Nota comenta o Relatório de autoria do Deputado Abelardo Lupion (DEM/PR), divulgado no dia 07/07/2009, relativo às conclusões das atividades da Comissão Especial da Câmara dos Deputados Criada para Avaliar e Propor Medidas sobre os Impactos da Crise Financeira Internacional sobre a Agricultura Brasileira.<br />
O conteúdo do Relatório não surpreendeu. É uma peça rara de afirmação ideológica e de manipulação política. Caso aprovado, como provavelmente deverá ocorrer, mesmo com alterações pontuais, o texto do citado parlamentar será transformado em documento oficial da Câmara dos Deputados, a ser enviado para a devida consideração pelo Poder Executivo e, claro, pelo Congresso.<br />
O texto pega carona numa relevante iniciativa do Legislativo para desvirtuar o seu objeto e transformá-lo em guarda-chuva das demandas de sempre, e daquelas mais indigestas que integram o núcleo da agenda dos setores mais conservadores do agronegócio brasileiro. Nestes termos, para dar encaminhamento objetivo às suas propostas, o Relatório inclui entre as principais medidas para mitigar os efeitos da crise internacional sobre a agricultura, já na correspondente forma regimental para tramitação:<br />
a)	Proposta de Emenda Constitucional (PEC), para que a criação de unidades de conservação passe a depender de anuência pelo Poder Legislativo. O que isto tem a ver com a crise? Tem, apenas, com as estratégias atuais obsessivas do agronegócio pelo desmonte da política ambiental;<br />
b)	PEC para que a demarcação de terras indígenas se faça por Lei. Equivalente ao caso anterior. O que tem a ver coma crise? Pretendem remover as cercas dos territórios indígenas para a livre expansão do agronegócio. A proposta abriga uma das lutas principais que o agronegócio tem travado no Congresso;<br />
c)	PEC para que os títulos das propriedades quilombolas passem a ser emitidos por Lei. Aplicam-se o questionamento e as finalidades anteriores;<br />
d)	Projeto de Lei (PL) para, ‘simplesmente’, habilitar os bancos privados a conceder (com recursos do Tesouro, por suposto), subvenção de encargos nas operações de crédito rural. A FEBRABAN deve ter ficado eufórica. Seria um baile para os bancos e o agronegócio, mas quem ‘dançaria’ mesmo seria a ‘viúva’;<br />
e)	PL para prorrogar as parcelas de 2009, das dívidas rurais renegociadas um dia desses; no final de 2008. Esta não podia faltar; integra o cardápio permanente dos ruralistas desde 1992. Era tão previsível que a antecipamos em texto que elaboramos sobre a matéria, no mês de abril;<br />
f)	PL para isentar o transporte de fertilizante da incidência do Adicional do Frete de Marinha Mercante (FRMM). Trata-se de demanda antiga do agronegócio para subsidiar os fertilizantes e reduzir custos de produção;<br />
g)	PL para zerar alíquotas do PIS/CONFINS sobre sal mineral e ração. Lobby permanente dos pecuaristas, com ou sem crise;<br />
h)	PL para que 40% do leite adquirido pelo PNAE seja ‘leite flúido’ Mesmo lobby anterior.</p>
<p>Além das propostas acima, o Relatório inclui várias outras. Destaco:<br />
a)	Recursos da ordem de R$ 120 bilhões para a safra 2009/2010, para que se obtenha volume de 140 milhões de ton. O recente Plano Agrícola do governo já garantiu R$ 107.5 bilhões, montante tido pelo MAPA como suficiente para a produção de 144 milhões de ton na próxima safra;<br />
b)	R$ 273 milhões para a subvenção do prêmio do seguro rural. É o mesmo valor proposto pelo governo e tramita no Congresso;<br />
c)	Criação de fundo garantidor de operações de crédito rural. Querem a estatização dos riscos dos financiamentos do agronegócio;<br />
d)	Redução dos atuais encargos do crédito rural, para 5% no custeio e 4.5% nos investimentos. O MAPA fez essa proposta para o Plano Agrícola, mas não foi acatada pelo MF em virtude da queda das receitas tributárias;<br />
e)	Redução de tributos sobre bens de capital de uso na agricultura. Demanda já atendida pela recente MP 465;<br />
f)	Redução de tributos sobre insumos e facilitação de importações de fertilizantes. O propósito é o de sempre: baixar custos. Sobre os fertilizantes cumpre destacar que o plano do governo, constante no Plano Agrícola, é o de buscar a redução da dependência do país, ativando a produção interna das matérias primas dos fertilizantes em substituição às importações. Vale lembrar que os fertilizantes já fazem parte da lista de exceção do Mercosul;<br />
g)	Facilitar importações de agrotóxicos. Lembrar que o Brasil passou a ser o maior país do mundo na utilização de agrotóxicos;<br />
h)	Querem a retomada da Rodada Doha. Sugiro encaminhar a solicitação para o Barack Obama, Jorge Durão e o Pascal Lammy;<br />
i)	O Relatório quer que a CAMEX reduza o imposto de importação sobre couros. Puro lobby seccional;<br />
j)	Inclusão da cana na PGPM (competir com alimentos até nos recursos públicos para a comercialização?), fornecimento de capital de giro para usineiros em dificuldades e prorrogação de dívidas dos produtores de cana. Sem comentários!!!!!!!!<br />
k)	O lobby dos venenos atuou pesado. O Relatório pede, além das medidas antes assinaladas: maior celeridade no registro de agrotóxicos; laudos rigorosos para a impugnação ou não aceitação de registros de agrotóxicos; e que somente pode haver suspensão de registro de agrotóxicos por decisão conjunta do MAPA, IBAMA e ANVISA, ou seja, aposta-se no veto do MAPA ao veto a qualquer veneno, por mais tóxico e lesivo que seja.</p>
<p>Em suma, o Relatório está descolado da sua finalidade. Mesmo porque, os contorcionismos técnicos presentes no texto não foram capazes de demonstrar o improvável, ou seja, de demonstrar a crise no agronegócio em decorrência dos impactos da crise econômica internacional. Diga-se que esta afirmativa não consta apenas dos resultados das análises que temos feito sobre a matéria desde o início dos trabalhos da Comissão. São partilhadas, também, por lideranças da classe e pelos ex e atual Ministro da Agricultura que manifestaram tal posição nos respectivos pronunciamentos na Comissão<br />
Comentários adicionais sobre o conteúdo do documento:<br />
1. seção 1: caracterização geral da crise: a crise agrícola por conta da crise internacional é tanta que bastaram seis parágrafos vazios para (não) demonstrá-la. Nesse curto e precário espaço, proliferaram impropriedades, como:<br />
a)	a retração do crédito privado no 2º semestre/2008 – não menciona ‘os 10 bi extra’ do BNDES, afora os 67 bilhões do Plano Agrícola 2008/2009;<br />
b)	 bruscas oscilações do câmbio – a forte valorização cambial beneficiou tremendamente o agronegócio exportador;<br />
c)	quebra de safra – na maior cara dura responsabilizam, também, a crise internacional pela quebra de safra 2008/09 quando se sabe que isso foi resultado da seca no sul e MS. Inclusive, quando dos impactos na agricultura nos meses de setembro/outubro os planos de plantio já estavam definidos e em execução;<br />
d)	a desvalorização do Real teria sido neutralizada pela por 3 fatores: queda nos preços internacionais; quedas nas exportações e custo mais elevados dos insumos importados. Vejamos:</p>
<p>Queda nas exportações – não procede. Ver a respeito: A Crise do Agronegócio – 2ª Parte (Gerson Teixeira, junho/2009) e os registros da exposição do Ministro da Agricultura na Comissão Especial;<br />
Queda nos preços internacionais - Ver figura abaixo na qual se percebe que a queda de preços internacionais foi tímida e os mesmo se mantêm em níveis muito acima da média histórica (para mais detalhes, consultar o texto antes referido). Índice de Preços de Exportação do Agronegócio, Evolução Média Trimestral (jan a mar) – 2000 a 2009 (Fonte: CEPEA/ESALQ/USP);</p>
<p>Custos mais elevados dos insumos – a queda brutal nos preços do petróleo entre outros fatores associados à crise econômica mundial não favorecem o diagnóstico. Ver a respeito ‘A Crise do Agronegócio’, antes citado.</p>
<p>Na reunião de hoje, dia 08/07, o Parecer do Deputado Abelardo Lupion não conseguiu ser aprovado, por conta do pedido de vistas feito pelo Deputado Beto Faro (PT/Pa). De pronto, o presidente da Comissão convocou nova reunião da Comissão para garantir a aprovação do texto antes do recesso parlamentar (17/07). Somente o PT manifestou-se contra o Relatório.</p>
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